Avião militar cai em Angola

Porta-voz de Província de Huambo diz que acidente deixou 26 mortos e seis sobreviventes; avião seria da Embraer

iG São Paulo |

Um avião militar de Angola caiu depois de decolar no aeroporto da cidade de Huambo, no centro-oeste do país, deixando 26 mortos, incluindo três generais, disse Luis Caetano, porta-voz das autoridades da Província de Huambo, à rede de TV britânica BBC. Segundo Caetano, há seis sobreviventes, entre os quais o piloto e o copiloto.

Ele disse que a aeronave rompeu-se com o impacto, com 26 corpos - 20 de homens e seis de mulheres - tendo sido retirados dos destroços. Quem estava na parte da frente do avião sobreviveu, enquanto os de trás morreram no incêndio subsequente à queda. Informações prévias indicaram que havia 36 passageiros a bordo, mas o porta-voz disse à BBC que o número correto era 32. Um dos que sobreviveram está em tratamento no hospital por queimaduras graves.

De acordo com correspondentes, a aeronave era um jato relativamente novo da Embraer comprado havia pouco tempo pela Força Aérea Nacional para transportar autoridades graduadas. Segundo a agência EFE, o avião transportava duas comissões militares de alta categoria em direção à capital angolana, Luanda.

Não está claro o que causou o acidente. De acordo com Caetano, o piloto, que deu uma entrevista à TV angolana, parecia confuso depois do acidente, mas insistiu ter respeitado todas as instruções que recebeu da torre de controle. Citando um sobrevivente no hospital, o jornal português Sol diz que o acidente aconteceu tão rápido que era difícil saber qual teria sido o problema. Apesar disso, a testemunha afirmou que o piloto aparentou ter consciência de que havia uma falha técnica.

Espera-se que uma missão do Instituto Nacional de Aviação Civil de Angola chegue ao local do acidente em breve para investigar as causas. De acordo com EFE, o acidente aconteceu perto das 11h50 (7h50 em Brasília).

O avião decolou do aeroporto Albano Machado de Huambo, que foi reaberto no mês passado pelo presidente após ter passado por reformas. Desde 2002, Angola tem lutado para lidar com o legado de uma guerra civil de 27 anos que devastou o país depois da independência. Apesar de ser um dos maiores produtores de petróleo da África e ser rico em diamantes, um terço de sua população continua na pobreza.

A miséria, a guerra, o clima e a corrupção por muito tempo prejudicaram a segurança aérea nos países africanos. Angola, localizado no sudeste da África, tem um histórico ruim em segurança aérea, em grande parte pela baixa manutenção.

*Com BBC, EFE e AP

    Leia tudo sobre: desastres aéreosaviãoacidente aéreoangola

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG