Acidente aéreo mata 127 na República Democrática do Congo

Segundo Ministério de Transportes do país, há 51 sobreviventes; inicialmente, havia informação de que avião estava com 112 a bordo

iG São Paulo |

A queda de um avião durante uma tempestade deixou 127 mortos nesta sexta-feira na República Democrática do Congo, disse o Ministério dos Transportes citado pela Reuters, acrescentando que há 51 sobreviventes. Segundo comunicado do órgão, a aeronave caiu em uma densa floresta enquanto tentava pousar no aeroporto de Kisangani, no nordeste do país.

Previamente, o chefe-executivo da companhia aérea congolesa Hewa Bora, Stavros Papaioannou, disse que havia 112 a bordo, com o número de mortos e sobreviventes indefinido . Mas Gudile Bualya, porta-voz do ministério, acusou a companhia aérea de subestimar o número de passageiros.

À Associated Press, Papaioannou afirmou que o avião decolou da capital, Kinshasa, para a cidade de Kisangani, que fica na região central e é um importante centro comercial e porto fluvial do país. O avião tentou pousar durante o mau tempo, disse a mesma fonte à Reuters. "O piloto tentou pousar, mas aparentemente não tocou a pista", afirmou o chefe-executivo.

De acordo com o ministro da Informação do país, Lambert Mende, o acidente foi provocado por uma violenta tempestade. "O avião de passageiros da linha Kinshasa-Kisangani-Goma teve de enfrentar a 250 metros do aeroporto uma tempestade que segue assolando Kisangani", disse.

Após o acidente, um porta-voz governamental disse que as equipes de resgate haviam retirado 40 sobreviventes do Boeing 727, número que depois foi ampliado. Jean-Paul Bongisa, repórter da TV estatal congolesa presente no local da queda, disse à Reuters que o resgate é complicado pela dificuldade de acesso aos destroços, que estão a cerca de 200 metros da pista, em meio a uma mata fechada.

Uma coluna de fumaça negra podia ser vista no final da pista, disse um jornalista da AFP. Segundo o jornalista, o tráfego aéreo, que tinha sido suspenso, foi retomado pouco depois do acidente.

Por causa da escassez de estradas e ferrovias, os transportes aéreos e fluviais são frequentemente a única opção de deslocamento em longa distância no Congo (ex-Zaire), um país praticamente do tamanho da Europa Ocidental.

Os acidentes de avião são frequentes na República Democrática do Congo, e todas as companhias aéreas congolesas - cerca de 50 identificadas - estão na lista negra da União Europeia (UE), que proibiu suas operações em seu espaço aéreo.

A Hewa Bora (ou "Ar Fresco", em swahili) é uma companhia aérea privada que opera voos programados da capital para Kisangani e outros destinos. Ela tem oito aviões em sua frota, dos quais dois seriam Boeing 727, ambos configurados como aviões de passageiros com 137 lugares na classe econômica e 12 na executiva. Eles só fazem voos internos no Congo. O 727, que já foi o avião de passageiros mais vendido do mundo, foi fabricado entre 1963 e 1984, e serve para voos curtos e médios.

A empresa, que também está na lista negra da UE por suas condições de segurança, tem um histórico de acidentes. Em abril de 2008, um de seus DC-9 se chocou contra um mercado depois de decolar no aeroporto de Goma, deixando ao menos 40 mortos. Em setembro do mesmo ano, um avião da Hewa Bora caiu pelo mau tempo, matando todos os 17 a bordo.

Veja no mapa o local do acidente:

You need to upgrade your Flash Player

*Com Reuters, BBC, AP, EFE e AFP

    Leia tudo sobre: desastres aéreosaviãoacidente aéreocongo rd

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG