Deputado 'ficha-suja' encerra carreira política no PR

A aprovação do texto base do projeto "Ficha Limpa" pela Câmara dos Deputados, independentemente dos destaques que começam a ser apreciados pelos parlamentares, levou o deputado estadual do Paraná Jocelito Canto (PTB) a anunciar que está encerrando a carreira política. Canto foi prefeito de Ponta Grossa, a cerca de 150 quilômetros de Curitiba, entre 1997 e 2000, e tem cerca de 30 processos contra ele em andamento, questionando repasses a entidades assistenciais, promoção pessoal e uso indevido de servidor público.

iG São Paulo |

A aprovação do texto base do projeto "Ficha Limpa" pela Câmara dos Deputados, independentemente dos destaques que começam a ser apreciados pelos parlamentares, levou o deputado estadual do Paraná Jocelito Canto (PTB) a anunciar que está encerrando a carreira política. Canto foi prefeito de Ponta Grossa, a cerca de 150 quilômetros de Curitiba, entre 1997 e 2000, e tem cerca de 30 processos contra ele em andamento, questionando repasses a entidades assistenciais, promoção pessoal e uso indevido de servidor público.

Em um dos processos, Canto foi condenado por improbidade administrativa, sob acusação de ter repassado R$ 100 mil dos cofres públicos à Santa Casa de Ponta Grossa e fazer autopromoção ao entregar pessoalmente o cheque. A sentença determinou perda dos direitos políticos por três anos e está com recurso tramitando no Superior Tribunal de Justiça (STJ). No entanto, Canto ressaltou que, em momento algum, foi acusado de ter ficado com os recursos questionados nas ações.

O deputado considerou que a lei Ficha Limpa é boa, mas disse que será difícil encontrar um "candidato virgem".

Em 2008, Canto foi derrotado quando tentava retornar à Prefeitura de Ponta Grossa. É outra das razões que o fez decidir pela desistência da vida política. "Fiz uma campanha limpa, simples, prestando contas, mas não fui compreendido", destacou. Segundo ele, apesar de ser difícil provar, "as campanhas são vencidas com caixa dois".

A crise que vive a Assembleia Legislativa do Paraná, com denúncias de uso de funcionários fantasmas para desvio de recursos, que já resultaram em prisões de ex-diretores, também pesou na decisão. "Nós, deputados, também temos culpa, porque nunca fiscalizamos nossa Casa", afirmou. "Acho que já dei minha contribuição e agora vou deixar para outros."

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