DEM rechaça senador do PP como vice de Serra

O assédio do PSDB ao PP e as sondagens para contar com o senador Francisco Dornelles (PP-RJ) como vice na chapa de José Serra (PSDB) pode provocar nova crise na aliança formada pelos partidos de oposição. O presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), rechaçou hoje qualquer possibilidade da coligação ter um candidato do PP na vice.

iG São Paulo |

O assédio do PSDB ao PP e as sondagens para contar com o senador Francisco Dornelles (PP-RJ) como vice na chapa de José Serra (PSDB) pode provocar nova crise na aliança formada pelos partidos de oposição. O presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), rechaçou hoje qualquer possibilidade da coligação ter um candidato do PP na vice. Segundo ele, os democratas vão esperar até o fim de maio para que Aécio Neves (PSDB) aceite integrar a chapa de Serra.

A mudança de rumo do ex-governador de Minas Gerais é pouco provável. Apesar do apelos de tucanos e democratas, ele mantém firme sua convicção em disputar uma vaga no Senado. Caso se confirme a inviabilidade da chapa puro sangue do PSDB, Rodrigo Maia foi taxativo sobre a posição do DEM. "Nesse caso, seremos nós que indicaremos o candidato a vice", afirmou o presidente nacional do DEM. "Sei que é importante atrair mais partidos para a nossa coligação, mas isso não significa que vamos mudar o que foi publicamente combinado. E eu acredito na palavras das pessoas".

Integrante da base aliada e com representantes no primeiro escalão do governo federal, como o ministro das Cidades, Márcio Fortes, o PP decidiu adiar para junho a decisão sobre quem apoiará na disputa pela sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Executiva do partido estabeleceu que sua prioridade será ampliar suas bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado - onde o único representante da legenda é Dornelles.

O senador desconversa sobre o assunto e já tem frase pronta quando é questionado. "Não há política sem boato, sem lenda, sem história. Quando eles ganham força própria não adianta confirmar nem desmentir", limitou-se a repetir Dornelles, que foi ministro do Trabalho no governo Fernando Henrique Cardoso e é parente de Aécio Neves.

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