Deflagrada em 5 Estados ação contra desvio de verbas

Cerca de 250 servidores federais cumprem hoje 40 mandados de busca e apreensão e 14 de prisão temporária nos Estados do Paraná, São Paulo, Goiás, Maranhão e Pará. A força-tarefa faz parte da Operação Parceria, que tem como objetivo desmontar um esquema de desvios de recursos públicos federais que deveriam ser empregados por Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), em Curitiba, capital paranaense.

iG São Paulo |

Cerca de 250 servidores federais cumprem hoje 40 mandados de busca e apreensão e 14 de prisão temporária nos Estados do Paraná, São Paulo, Goiás, Maranhão e Pará. A força-tarefa faz parte da Operação Parceria, que tem como objetivo desmontar um esquema de desvios de recursos públicos federais que deveriam ser empregados por Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), em Curitiba, capital paranaense. O total dos desvios de recursos foram estimados em R$ 300 milhões apenas nos últimos cinco anos.

Segundo a Receita, o esquema desviava recursos em contratos de parceria firmados entre a Oscip e entes públicos, principalmente prefeituras. Após a aprovação de seus projetos, essencialmente nas áreas de saúde e educação, a Oscip recebia os recursos federais destinados, movimentando em média R$ 130 milhões anuais, e promovia contratações de empregados, compras de bens e serviços, fazendo crer que toda a destinação financeira governamental era efetivamente empregada no cumprimento do objetivo de cada um dos projetos.

Apenas cerca de 30% dos recursos recebidos era transferida para uma conta centralizadora do órgão, com a justificativa de atender suas despesas administrativas. Depois saíam desta conta grandes valores em espécie com destino não identificado, além de recursos supostamente destinados ao pagamento de empresas fornecedoras, que foram apontadas como companhias pertencentes a grupo de familiares ou pessoas de confiança dos próprios responsáveis legais da Oscip.

Segundo a Receita, que conta com o apoio da Polícia Federal (PF), da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público Federal (MPF), a quadrilha também mantinha um esquema de ocultação de bens e direitos e de lavagem de dinheiro, crimes contra a ordem tributária, aquisições suspeitas de títulos da dívida pública "podres" e de imóveis rurais supostamente inexistentes no Pará para serem utilizados, em tese, como garantias de dívidas públicas.

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