Déficit é alvo de disputa política em Goiás

Herança do governo Marconi Perillo (PSDB) ¿ 1999-2005 ¿ contrapõe Secretaria de Fazenda à Fipe

Marcello Sigwalt - iG Brasília |

Enquanto a Secretaria estadual de Fazenda (Sefaz-GO) estima que o déficit mensal ao final da gestão do tucano era de R$ 100 milhões, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) aponta que este não passava de R$ 5,5 milhões.

O governador Alcides Rodrigues (PP) questiona a validade do estudo da Fipe, conduzido pela pesquisadora Ana Paula Paulino da Costa. Segundo ele, Ana Paula é sócia-proprietária  da Momenta Consultoria, que participou da campanha presidencial do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) em 2006.


A Fipe, por seu turno, argumenta que “todos os cálculos para o levantamento da dívida estadual foram feitos”.

Não é o que pensa Rodrigues, para quem a Fundação cometeu “erros primários”. Como exemplo, ele aponta que o estudo se limitou a analisar o Balanço Geral do Estado, desprezando rubricas financeiras como cancelamentos de empenhos e antecipações de receita. O governador acusa a pesquisadora tucana “de criar um fato político para beneficiar Perillo”. Ana Paula não foi localizada para responder às declarações de Alcides.

Desde o último dia 15, o governo aguarda resposta de um ofício enviado à Fipe. O documento pede informações sobre a autoria do estudo da dívida de Goiás, além do método de trabalho, fundamentos, parâmetros, dados e planilhas utilizados para o cálculo do déficit.

Presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa de Goiás que pediu o estudo à Fipe, o deputado Cláudio Meirelles (PR) quer uma solução imediata para a controvérsia de números. “Se não provar que o déficit mensal da gestão Marconi Perillo era mesmo de R$ 100 milhões, o governador Alcides Rodrigues poderá ser processado por crime de responsabilidade”, ameaça..

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