Waltercio Caldas abre duas mostras simultâneas no Rio de Janeiro

Museu de Arte Moderna e Galeria Anita Schwartz abrigam obras do artista

Agência Estado |

Divulgação
"Anda uma coisa no ar", uma das instalações
Quase 40 anos depois de participar de seu primeiro salão de arte, Waltercio Caldas abre duas exposições no Rio. Na Galeria Anita Schwartz (Gávea) está sua produção mais recente. E no Museu de Arte Moderna (MAM), o espaço em que o artista plástico carioca estudou – nos anos 60, com Ivan Serpa, quando ainda era um jovem que buscava diálogo com a obra dos que o instigavam - e debutou, no Salão de Verão de 1971. O museu agora abriga trabalhos de momentos marcantes de sua carreira, como as bienais de Veneza de 1997 e de 2007.

A galeria da Gávea foi totalmente ocupada por suas esculturas de médio e grande porte, além de trabalhos em papel. Tudo inédito para os brasileiros. A abertura ao público será no dia 16. A ideia é que curadores e colecionadores estrangeiros que estejam no País para a Bienal (25 de setembro a 12 de dezembro) passem pelo Rio para ver Waltercio, que está no acervo de alguns dos principais museus do mundo e também nas ruas, com esculturas em espaços públicos.

A mostra do MAM, aberta a partir de hoje, reproduz Salas e Abismos , exibida com sucesso no Museu Vale, em Vila Velha (ES), até fevereiro–- em quatro meses, foram mais de 20 mil visitantes, segundo sua produtora, Suzy Muniz. Em ambas, a discussão da relação da obra com o ambiente em que está inserida.

Ao Rio, Salas e Abismos veio com mais trabalhos. Quatro são os últimos módulos da série que ele concebeu para a Bienal de Veneza de 97. Outros três – O Jogo do Romance , Quarto Amarelo e Esculturas para Todos os Materiais Não Transparentes – complementam o que foi a Vila Velha. São trabalhos que misturam projeções, música e objetos.

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