Virada Cultural terá mais lixeiras e limitação de venda de álcool

Evento acontece neste final de semana em vários locais de São Paulo

AE |

Agência Estado
Edição 2010 da Virada Cultural
A Prefeitura de São Paulo anunciou hoje que vai instalar 4,9 mil novas lixeiras e destacar 3,3 mil agentes de limpeza para os locais onde estarão concentradas as apresentações artísticas da Virada Cultural 2011, que ocorrerá no próximo fim de semana (16 e 17) na capital paulista.

O objetivo é manter o centro da cidade limpo durante as 24 horas de evento e acelerar o recolhimento da sujeira deixada pelas milhões de pessoas que devem se divertir com as mais de mil atrações. Na edição do ano passado, que teve 4 milhões de participantes, foram recolhidas 48 toneladas de lixo.

De acordo com a Prefeitura, serão colocadas, em média, uma lixeira a cada três metros nos 15 quilômetros de vias utilizadas pela Virada Cultural: 1.300 fixadas nos postes (as papeleiras), 300 carrinhos do tipo dos usados pelos garis, 800 lixeiras de arame e 2.500 de papelão.

"A ideia é que a pessoa levante a vista e veja uma lixeira", afirmou o subprefeito da Sé, Nevoral Bucheroni. Segundo ele, as lixeiras de plástico que não forem depredadas na festa seguirão permanentemente nas ruas do centro.

Outra novidade para esta edição da Virada é a atuação de 120 membros de cooperativas de reciclagem da cidade que farão a separação e o processamento do lixo recolhido ainda no decorrer do evento. Além disso, a Prefeitura colocará em operação 30 caminhões compactadores e 40 contêineres, entre outros equipamentos para recolher o lixo.

Álcool zero

Outro objetivo da Prefeitura para a Virada Cultural deste ano é a redução da oferta de bebidas alcoólicas durante o evento. Nenhuma das barracas armadas nas praças de alimentação, espalhadas pelas ruas do centro, terão permissão para vender bebidas alcoólicas.

Os bares da região poderão vender bebidas, porém até a 1h, quando, por lei, são obrigados a fechar suas portas. Vendedores ambulantes de qualquer tipo de produto estão proibidos e mil agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) irão fiscalizar as ruas e confiscar as mercadorias não autorizadas.

Conforme o Secretário Municipal da Coordenação das Subprefeituras, Ronaldo Camargo, o principal alvo serão os vinhos de procedência duvidosa, os quais ele classificou de "químicos" e "violentíssimos". "No ano passado, fechamos 26 pontos que vendiam esses vinhos, que fazem mal e dependendo da quantidade podem até ser fatais", afirmou.

A punição para quem comercializar o produto vai de multa ao fechamento do estabelecimento, além de apreensão das garrafas dos ambulantes.

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