Veja detalhes dos painéis "Guerra" e "Paz", de Cândido Portinari, que chegam a SP

Monumentais obras poderão ser vistas no Memorial da América Latina a partir desta terça

iG São Paulo com Agência Estado | 06/02/2012 15:20

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A partir desta terça-feira (7), o Memorial da América Latina, em São Paulo, vai exibir os painéis "Guerra" e "Paz", do pintor Cândido Portinari (1903-62). As obras foram pintadas no Rio de Janeiro entre 1952 e 1956, sob encomenda, para serem expostas na entrada da sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

No prédio da ONU, ficaram por 54 anos, até voltarem ao Brasil no final de 2010. Foram então exibidas por 12 dias no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, atraindo um público de 40 mil pessoas nesse período. Depois disso, passaram por obras de restauro durante cerca de quatro meses.

<span>Os gigantescos painéis &quot;Guerra e Paz&quot;, de Candido Portinari, com 280 metros quadrados</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong> <span>Para representar a &quot;Guerra&quot;, Portinari optou por mostrar os Quatro Cavaleiros do Apocalipse</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong> <strong>Publicidade</strong> <span>O artista fez uma adaptação livre do texto bíblico – as cores dos animais, por exemplo, são diferentes</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong> <span>Ao invés de armas, o horror dos conflitos foi representado através do sofrimento do povo</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong> <span>É constante o uso de imagens de mulheres chorando por seus filhos ou entes queridos</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong> <span>Tons azuis dominam a paleta da pintura de Portinati</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong> <span>Mulher de braços abertos roga aos céus</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong> <span>Órfão nu cobre o rosto em desespero</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong> <span>Dois dos poucos homens no painel; um deles, morto, e o outro, mais velho, em sinal de penitência</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong> <span>Na &quot;Paz&quot;, o artista pintou cenas de sua cidade natal, Brodósqui, no interior de São Paulo</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong> <span>Moças dançam e cantam em cenário idílico</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong> <span>Meninos brincam e dão cambalhotas</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong> <span>Menina brinca enquanto camponeses trabalham na roça; balanços dominam parte superior do painel</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong> <span>Artista desenhou um coral de crianças de todas as etnias</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong> <span>Criança arma uma arapuca para animais, brincadeira comum no campo</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong> <span>Fuga dos noivos da roça, história comum na região, num cavalo branco</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong> <span>Dois cabritos dançam no centro do painel, como se fossem o núcleo de &quot;Paz&quot;</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong>

O ateliê onde o restauro foi feito foi montado no Palácio Gustavo Capanema, no centro do Rio de Janeiro, e o trabalho pôde ser acompanhado pelo público.

Agora, estarão expostas em São Paulo até o dia 21 de abril. Além dos dois painéis, a mostra reunirá cerca de 100 dos estudos preparatórios para as obras e diversos documentos históricos, como fotos e cartas. A exposição abre as portas às 9h desta terça-feira e tem entrada gratuita.

Pé direito alto

O Memorial da América Latina foi o local escolhido por suas dimensões. Como os painéis têm 14 metros de altura cada um, era necessário uma sala com um pé direito bastante alto.

"É a primeira vez que conseguimos reunir todos esses estudos, o que dá a esta exposição uma importância ainda maior", comenta João Candido Portinari, filho do pintor e fundador e diretor-geral do Projeto Portinari.

São Paulo é o primeiro destino da fase itinerante do projeto, que depois vai fazer escala em outras cidades do mundo. Os painéis voltam à sede da ONU em 2013, quando acabar a reforma na sede da organização

"Guerra" e "Paz", de Cândido Portinari
Memorial da América Latina
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, Barra Funda
De 7 de fevereiro a 21 de abril
De terça a domingo, das 9h às 18h
Entrada gratuita

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