Tela redescoberta de Leonardo da Vinci será exposta em novembro

Pintura, que havia sido vendida por apenas R$ 114 na década de 1950, hoje vale milhões

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"Salvator Mundi", atribuída a Leonardo Da Vinci
Uma pintura vendida por apenas 45 libras (R$ 114) na década de 1950, mas desde então saudada como obra-prima perdida de Leonardo da Vinci e que hoje vale milhões será exposta em novembro.

A tela "Salvator Mundi" (Salvador do Mundo) data de cerca de 1500 e foi registrada em 1649 como fazendo parte da coleção de arte do rei Charles 1º da Inglaterra, mas desde então era dada como perdida.

Quando foi vendida, em 1958, acreditava-se que fosse obra de Giovanni Boltraffio, um aluno de Da Vinci.

A tela tinha sido desfigurada, pintada por cima, e alguns sinais típicos do estilo de Da Vinci, como os cachos dos cabelos de Cristo e a qualidade da pintura de um globo de vidro em sua mão esquerda, estavam escondidos por camadas de sujeira e verniz.

Um consórcio comprou a pintura de um espólio americano em 2005 e a levou ao historiador de arte Robert Simon, em Nova York.

Embora Simon tenha achado pouco provável que ela fosse de Da Vinci, o interesse potencial da tela levou a um trabalho extenso de restauração, e hoje especialistas concordam que a pintura é de fato genuína, com valor aproximado de 120 milhões de libras (R$ 303 milhões).

A última descoberta de um trabalho de Da Vinci foi feita em 1909, quando foi encontrada a "Madonna de Benois." Várias outras obras que se sabe que Da Vinci pintou, incluindo a "Mona Vanna", uma "Mona Lisa" nua, continuam perdidas.

"Salvator Mundi" será exposto na mostra "Leonardo da Vinci: Pintor na Corte de Milão" que terá lugar na National Gallery de Londres a partir de 9 de novembro.

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