Suspeito de matar cartunista Glauco relata momento do crime

O jovem Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, suspeito de matar o cartunista Glauco, admitiu em vídeo ter cometido o crime

iG São Paulo |

Em vídeo, Carlos Eduardo relata a motivação do crime. "Tô com uma arma na mão, no meio do mato, apontando para um cara famoso. Os caras vão me condenar à morte aqui no Brasil. (...) Aí, eu peguei e falei: você f*** com a minha (vida). Demorou. Vou f*** com a sua também" Aí, atirei nele. O filho dele veio para cima. Atirei no filho dele também", afirmou Carlos Eduardo.

Carlos Eduardo admite ter matado Glauco e filho; veja:

Carlos Eduardo, que estava foragido desde sexta-feira, foi detido na noite de domingo, por volta das 23h30, em Foz do Iguaçu, no Paraná, quando tentava fugir do Brasil pela Ponte da Amizade, na fronteira com o Paraguai. 

Segundo a Polícia Federal (PF) de Foz do Iguaçu, Carlos Eduardo dirigia um Fiesta Preto roubado, com placa de São Paulo. Ao ser abordado para procedimentos de rotina, saiu do carro e atirou, baleando no braço um agente da PF, que não corre risco de morte.

Conforme a polícia, após atirar, Carlos Eduardo conseguiu fugir e ficou desaparecido por mais de uma hora. Depois, tentou novamente atravessar a fronteira. Houve troca de tiros e Nunes foi preso em flagrante por tentativa de homicídio e resistência à prisão.

"Ele é muito falante e continua dizendo que é Jesus", disse Ocimar Moura, agente da PF. Com ele, a polícia encontrou uma pistola, uma semi-automática oxidada 7,65 mm, que, segundo o suspeito, foi a utilizada para matar o cartunista e o filho . Além da arma, ele portava pequena quantidade de maconha que disse ser para o seu próprio uso.

AE
O estudante Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, suspeito de matar o cartunista Glauco
Transferência

A transferência para São Paulo de Carlos Eduardo depende de uma autorização judicial , segundo informações da Polícia Federal (PF) em Foz do Iguaçu. Carlos Eduardo está detido sozinho em uma sala da sede da PF em Foz de Iguaçu. Ele foi levado hoje para o Instituo Médico legal (IML) da cidade para a realização de exame de corpo de delito.

Segundo o delegado Josiel Iegas, Carlos Eduardo deverá ser indiciado por cinco crimes: duplo homicídio (pela morte de Glauco e Raoni), roubo de veículo, resistência à prisão, porte ilegal de arma e tentativa de homícidio do agente da Polícia Federal.

O jovem ficou foragido por três dias e disse em depoimento à polícia que neste período ficou preparando sua fuga do país. Segundo o delegado, Carlos Eduardo disse que "faria qualquer coisa para fugir do país. Mesmo matar um policial".

AE
O cartunista Glauco Villas Boas
O crime

De acordo com a versão da polícia e de testemunhas, no fim da noite de quinta-feira, o estudante foi ao encontro de Glauco e Raoni, com uma pistola 765, e após uma discussão matou os dois. Eles foram socorridos por moradores e levados ao Pronto-Socorro Albert Sabin, mas não resistiram aos ferimentos.

A família de Glauco diz que ele estava muito transtornado. Deu soco no Glauco, durante a discussão, e uma coronhada de revolver na mulher do cartunista, antes de disparar quatro vezes contra Glauco e quatro vezes em Raoni.

Após matar pai e filho, Carlos Eduardo, ainda de acordo com a família, fugiu em um Gol dirigido por Felipe de Oliveira Iasi, de 23 anos. O jovem se apresentou no domingo à polícia e negou essa versão .

(*com informações da Agência Estado)

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