SP tem oito das 10 principais obras culturais atrasadas

Secretaria Municipal de Cultura acumula atrasos em reformas de imóveis importantes

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O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, durante vistoria das obras de restauro e modernização da Biblioteca Mário de Andrade
Bibliotecas, teatros, centros culturais, casarões históricos. Construções e reformas de imóveis importantes da Secretaria Municipal de Cultura levam cada vez mais tempo para ficar prontos no prazo. Levantamento feito pelo jornal O Estado de S.Paulo - que, nas últimas duas semanas, visitou cada uma das dez principais obras da pasta - mostra que 80% dessas benfeitorias estão atrasadas.

"Obra pública é complicada mesmo", admite o secretário municipal de Cultura, Carlos Augusto Calil. "Se até em construções particulares atrasos acontecem, na esfera pública, onde precisa licitação, homologação etc., o atraso é terrivelmente maior."

A demora fica evidente no caso das obras municipais porque há uma legislação, de 1991, que obriga o Poder Público a manter na frente de cada obra uma placa contendo informações como valor do contrato e prazo para o término. Quem passa na frente da Biblioteca Mário de Andrade, no centro, por exemplo, pode ver que a reforma, iniciada em setembro de 2007, deveria ter sido concluída 18 meses depois - ou seja, em março de 2009. Até hoje, porém, não reabriu. Agora, a previsão da secretaria é que o edifício principal da biblioteca mais importante de São Paulo só fique tinindo no fim deste ano.

"Ao longo da obra vão surgindo imprevistos, que exigem nossa readequação", argumenta Ronaldo Ritti Dias, diretor da Concrejato, empresa encarregada da reforma. "É importante resolver esses problemas, mesmo que com atraso, para não prejudicar o imóvel futuramente." Ou seja: no entendimento dos envolvidos, é melhor demorar mais a fazer malfeito.

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