São Paulo reabre três teatros após reformas

Municipal, Sérgio Cardoso e Itália passaram por obras de melhoria da infraestrutura

AE |

Paulo Vitale
Theatro Municipal de São Paulo
A cidade de São Paulo pode contar novamente com três de seus importantes teatros. O Theatro Municipal, que completa hoje 100 anos, o Teatro Sérgio Cardoso e o Teatro Itália acabam de reabrir suas portas, após passar por reformas de melhoria de infraestrutura. A do Municipal foi a mais portentosa. Durou três anos e consumiu cerca de R$ 28 milhões. Já a do Sérgio Cardoso se estendeu por um ano e dois meses e teve custo de R$ 7,6 milhões. O Teatro Itália, por sua vez, contou com um mês de reforma e o modesto investimento de R$ 80 mil.

O Theatro Municipal já havia passado por outras duas reformas, nas décadas de 50 e 80. No entanto, essa última, iniciada em 2008 e que se estendeu até este ano, conseguiu a dose certa de equilíbrio entre tradição e modernidade.

Principalmente, quando o assunto é o palco. Na frente dele, as 1,5 mil poltronas da plateia tiveram a cor verde substituída pela vermelha, estabelecendo uma ponte com o teatro do início do século 20. Para tanto, foi preciso mapear os assentos. "Marcamos todas as poltronas, cavaletes, assentos e encostos. A sala tem uma curvatura e esses cavaletes foram feitos para esses lugares", contou a arquiteta Rafaela Bernardes.

Já por trás do palco, o link foi com o século 21. Até a reforma ter início, o espaço estava em boas condições, mas com tecnologia obsoleta. Cada vara do cenário suportava não mais do que 150 kg e era operada manualmente. Além disso, não existia equipamento de som. Depois, vieram as grandes mudanças: instalação de novos sistemas de áudio e vídeo; de 70 varas, motorizadas e mecânicas, cada qual pesando 900 kg; de 600 refletores e luminárias LED; mesas de comando digitais.

Enquanto isso, o restaurante, com projeto dos Irmãos Campana, voltou à ativa e atende ao público que já lota as temporadas de espetáculos do Municipal.

As mudanças no Teatro Sérgio Cardoso, que reabriu oficialmente na última sexta, dia 9, também foram substanciais. As instalações elétrica, hidráulica e de esgoto foram trocadas. Assim como a cobertura do prédio, que apresentava infiltrações. Da mesma forma, foram refeitos os sistemas de exaustão e climatização do teatro.

O piso de concreto das duas salas de espetáculo - a Sérgio Cardoso, com 835 lugares, e a Paschoal Carlos Magno, com 144 - foi reconstruído para fixar melhor as poltronas. E ganhou também uma cobertura de carpete. A peça que reinaugura o teatro é "Ensina-me a Viver", cuja protagonista é vivida pela atriz Glória Menezes. O espetáculo ficará em cartaz até 6 de novembro.

Mais modesta, mas não menos necessária, foi a reforma realizada no Teatro Itália. Capitaneada pelo administrador Erlon Bispo, custou R$ 80 mil, vindos, sobretudo, do bolso de seus amigos, a maioria baianos. "Eu não tinha dinheiro, mas queria transformar o Itália num teatro charmoso", diz.

As doações vieram do produtor Paulo Borges (realizador do São Paulo Fashion Week), do artista plástico Pedro Caldas e do trabalho dos figurinistas Edy Ribeiro e Adriana Hitomi. A parte em dinheiro foi investida, principalmente, na recuperação do palco. A peça que reabriu o Itália, no final de agosto, foi "Eu Te Amo Mesmo Assim". Com direção de João Falcão, fica em cartaz até 16 de outubro.

    Leia tudo sobre: Theatro Municipalteatro

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG