São Paulo anuncia R$ 93 milhões para projetos culturais

Medida foi divulgada pelo governo do Estado com as presenças de Glória Menezes, Juca de Oliveira e Hector Babenco

Marco Tomazzoni, iG São Paulo |

AE
O cineasta Hector Babenco durante encontro com o governador Geraldo Alckmin
Em encontro no Palácio dos Bandeirantes nesta segunda-feira (22), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou aumento da verba do ProAC – Programa de Ação Cultural, iniciativa que aproveita recursos de renúncia fiscal através do ICMS. Inicialmente, estavam previstos para este ano R$ 60 milhões, mas o valor foi elevado para R$ 93 milhões, o maior desde que o ProAC foi criado, em 2006.

Podem pleitear o recurso projetos de qualquer área, de cinema, teatro e música a patrimônio histórico, televisão e circo, sem restrição. Só em 2011, houve 1,6 mil inscrições.

Depois de aprovados, os proponentes podem captar recursos na iniciativa privada ou em empresas estatais. Por isso, não surpreende a presença na reunião de diversos representantes da área artística – estavam lá, por exemplo, a atriz Glória Menezes, Juca de Oliveira, o cineasta Hector Babenco, o produtor Francisco Ramalho Jr, Paulo Goulart Filho e o arquiteto Ricardo Ohtake, entre outros.

Se a ideia do anúncio era só comemorar, o que se seguiu foi um debate intenso pela ampliação de recursos do Estado para a cultura. Um dos mais inflamados era Babenco, diretor de "O Passado" e do sucesso "Carandiru". "Leis e subsídios são fundamentais para o trabalho da gente. O ProAC tem de crescer", afirmou. "Não quero mesada. Quero projetos de um Estado que sozinho é o maior país da América Latina", disse, se referindo ao orçamento estadual. "Vocês não estão sabendo lidar com a gente."

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Juca de Oliveira apontou problemas para conseguir a divulgação de peças e as temporadas curtas de espetáculos, de dois meses, seriam reflexo disso. Já o ator Odilon Wagner, representante da Associação dos Produtores Teatrais Independentes, defendeu que a área cultural faz a economia girar. "A cada real investido em cultura, R$ 3 retornam para o Estado nessa cadeira produtiva. Falta compreensão desse valor econômico."

Em resposta às reinvidicações, Alckmin declarou que o governo vai estudar formas de promover peças, filmes e outras inicitiavas de maneira mais ampla, sem ser individual, e criará um programa em conjunto com a secretaria estadual da Educação, chamado Cultura na Escola.

"São cinco milhões de alunos e 250 mil professores na rede estadual. Temos escolas que têm teatros, abrem no fim de semana e proporcionam locais para exibições diversas, o que vai possibilitar um bom link entre a cultura e a educação."

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