Ricardo Cravo Albin cita suas preferências musicais

A pedido do iG, o pesquisador Ricardo Cravo Albin escolhe seus artistas prediletos quando o assunto é música popular brasileira

Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro |

Lançando o livro bilíngue “MPB – A Alma do Brasil”, durante a segunda edição da Festa Literária de Santa Teresa (Flist), nos dias 15 e 16 de maio, no Rio de Janeiro, o pesquisador Ricardo Cravo Albin mexe em seu baú de memórias e traz à tona seus gostos musicais.

A pedido do iG, ele cita suas preferências quando o assunto é música. Político, Ricardo evita dar nomes a desafetos ou a indicar letras e compositores ruins. Mas quando é para eleger seu preferido, ele nem demora a pensar. “Chico Buarque é a complementaridade de virtudes”, diz.

O melhor show : “A segunda apresentação de Roberto Carlos, na sua primeira turnê no Canecão, na véspera do natal de 1970. Por motivos estritamente pessoais, e não críticos.”

O show mais eufórico: “Primeiro show do Chico Buarque no Canecão, não lembro o ano. Ali ele me deixou certo de que era o rei da MPB. Fiquei inebriado”.

A história mais engraçada: “Tenho um testemunho pessoal para contar. Pixinguinha, João da Baiana e Donga estavam em meu gabinete, no Museu da Imagem e do Som, quando entra Martinho da Vila vestido de terceiro Sargento, no começo de 1967. Ele ficou tão comovido quando encontrou aquelas três figuras ali, frente a frente, que não conseguiu falar nada. João da Baiana virou e disse: ‘Esse sargento, evidentemente, é surdo-mudo’. Todos começaram a rir na hora”.

O artista mais difícil de lidar: “Tim Maia, apesar de nunca ter tido problema com ele. Tinha, sim, um grande afeto. Sim, vi Tim uma vez, largado no camarim, destruído por álcool e drogas”.

A maior surpresa: “Ivete Sangalo. Pensei que não ia gostar dela, e acabei gostando. Pelo nível de alegria que ela passa para o público”.

A maior decepção: “Alguns cantores que nunca acontecem e têm possibilidades concretas de ir para o estrelato. Houve uma cantora de voz deslumbrante, Celeste, nos anos 70, ótima para o jazz. Sumiu, uma pena!”

O melhor empresário: “O grande empresário de artistas foi o Di Veras, quem criou o mito Cauby Peixoto. Provocando uma idolatria, justa, em torno do cantor. Aquilo de fãs rasgando roupa de ídolo no final do show começou com Cauby. Foi genial”.

A melhor música da MPB: “Carinhoso, de Pixinguinha, é como o hino nacional brasileiro. Todo mundo cantarola nem que seja alguns acordes”.

A pior música: “Não sei te responder”.

O artista mais completo: “Chico Buarque é a complementaridade de virtudes”.

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