Redação Internacional, 28 abr (EFE).- A rentabilidade do bônus grego chegou nesta quarta-feira a 10,491%, primeira vez que um país da zona do euro supera 10%, influenciado pela inquietação nos mercados pela crise do país.

Redação Internacional, 28 abr (EFE).- A rentabilidade do bônus grego chegou nesta quarta-feira a 10,491%, primeira vez que um país da zona do euro supera 10%, influenciado pela inquietação nos mercados pela crise do país. O diferencial entre o bônus grego a dez anos e o alemão do mesmo prazo, cuja rentabilidade é de 2,99%, chegou nesta quarta a seu recorde histórico desde a criação do euro, 750 pontos, segundo os dados de mercado recolhidos pela agência Efe. O Governo grego se viu obrigado a elevar a rentabilidade dos bônus a dois anos a 18%, um indício de que os mercados não acreditam que Atenas possa enfrentar suas obrigações a curto prazo. Tudo isso é consequência das dúvidas suscitadas pela situação econômica da Grécia e pelas ressalvas da Alemanha a ajudar a o país, assim como o medo de contágio em outros países como Portugal e Espanha. O Governo grego acabou por solicitar com urgência o pacote de ajuda internacional de 45 bilhões de euros. A agência de qualificação Standard & Poor's (S&P) rebaixou na terça-feira, no fechamento do mercado, a qualificação da dívida grega ao nível de bônus lixo (de "BBB+/A-2" a "BB+/B"). Na abertura do mercado de Frankfurt nesta quarta-feira, o euro desceu, e por volta das 3h30 (de Brasília) estava cotado a US$ 1,3206, nível mais baixo dos últimos 12 meses, contra US$ 1,3313 de terça. As dúvidas financeiras chegaram também a Tóquio, onde o índice Nikkei da Bolsa de Valores local fechou em queda de 2,56%. As principais bolsas europeias abriram em baixa: Milão (1,15%), Londres (0,10%), Frankfurt (0,12%) e Paris (0,57%). A Bolsa de Lisboa, outro dos países alvo de dúvidas dos mercados, abriu com acentuada queda: 4,33%. Em Madri, a queda foi de 1,15%. A agência Standard & Poor's (S&P) rebaixou na terça a qualificação de Portugal de "A+" a "A-" devido "à fraqueza estrutural" de sua economia, fruto da deterioração das finanças públicas e das poucas perspectivas de crescimento. EFE eyp/fm

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