Produtores de musical do Homem-Aranha processam ex-diretora

Processo acusa Julie Taymor de desenvolver espetáculo "obscuro, alucinógeno e desconexo"

Reuters |

Getty Images
Os atores Reeve Carney e Jennifer Damiano no palco com "Spider-Man: Turn Off the Dark"
Os produtores do musical do Homem-Aranha na Broadway iniciaram um processo contra a ex-diretora Julie Taymor, que foi demitida do espetáculo, acusando-a de prejudicar a produção ao não se importar com a venda de bilheteria.

O arquivo de 66 páginas enviado a uma corte federal em Nova York pelos produtores Michael Cohl e Jeremiah J. Harris acusa Julie de "desenvolver um musical obscuro, alucinógeno e desconexo", e vem como resposta ao processo que a diretora moveu contra eles, em novembro.

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Após um desastroso início, com atores machucados nos ensaios e atrasos seguidos para a estreia, "Spider-Man: Turn Off the Dark" tem conseguido audiências lotadas na Broadway. Atingiu um recorde de faturamento de US$ 2,9 milhões entre o Natal e o dia de Ano Novo, de acordo com dados do site oficial The Broadway League.

O musical cheio de ação baseado no personagem mais famoso das histórias em quadrinhos da Marvel, que custou em torno de US$ 70 milhões para ser montado com músicas de Bono e The Edge, foi revisado após a demissão de Taymor da produção, em março de 2011.

Em seu processo por infração de direitos autorais registrado contra os produtores de "Spider-Man", a diretora argumenta que, após o show ter sido remodelado, eles continuaram a fazer "uso ilegal e não autorizado" do trabalho feito por ela.

Os advogados dos produtores, porém, disseram em seu contra-processo, registrado na terça-feira, que a diretora faltou com suas obrigações de coescrever e colaborar no musical.

"Taymor se negou a desenvolver um musical que seguisse o original, a história conhecida do Homem-Aranha, que foi retratada nas histórias em quadrinhos da Marvel e no sucesso da trilogia do cinema que foi baseada nelas", afirmou o documento.

"Ao invés disso, Taymor, que admitiu que não era fã do Homem-Aranha antes de seu envolvimento com o musical, insistiu em desenvolver um musical obscuro, desconexo e alucinógeno que envolvia suicídio, sexo e morte."

Um advogado de Julie não foi encontrado para comentar. O processo da diretora afirma que ela sofreu uma perda de mais de US$ 1 milhão.

O musical faturou em torno de US$ 81 milhões até o momento, segundo o site oficial The Broadway League.

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