Primeiro museu gay dos Estados Unidos abre as portas

Localizado em San Francisco, o GLBT History Museum documenta a luta pelo respeito à orientação sexual

EFE |

Divulgação
Interior do GLBT History Museum, em San Francisco
O primeiro museu gay dos Estados Unidos e o segundo do mundo abrirá nesta quinta-feira as portas em San Francisco, cidade reconhecida mundialmente pela liberação homossexual, para narrar, por escrito e visualmente, uma luta de décadas pelo respeito à orientação sexual.

Uma área com 150 metros quadrados no bairro de Castro será a sede do GLBT History Museum, em homenagem aos gays, lésbicas, bissexuais e transexuais que, junto ao Museu Gay de Berlim (Alemanha), será o único do mundo dedicado a contar a história dos homossexuais e os obstáculos que tiveram de enfrentar.

"Queimaram nossas cartas, anularam nossos nomes, censuraram nossos livros, declararam nosso amor como inqualificável", afirma, impressa em uma das paredes do museu, uma frase tirada de um panfleto do projeto da história gay de San Francisco em 1979.

Os óculos de sol rosa de Harvey Milk, que nos anos 70 se transformaram no primeiro político abertamente gay da Califórnia, manuscritos de ativistas e brinquedos sexuais estão entre os atrativos do museu, que a Sociedade Histórica GLBT de San Francisco levou uma década planejando abrir.

"Colocamos o melhor de nós para criar um museu rico, diversificado e surpreendente como a própria comunidade GLBT. Sejam gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e heterossexuais, é certo que os visitantes vão se comover e aprender", relatou em comunicado Paul Boneberg, diretor da sociedade histórica.

Por enquanto, o museu conta com duas exposições, "Nosso extenso passado gay" e outra que reúne a coleção da sociedade histórica GLBT de San Francisco.

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