Premiado no Cine PE, Léo e Bia chega aos cinemas

Dirigido pelo cantor e compositor Oswaldo Montenegro, filme entra em cartaz

Agência Estado |

Divulgação
Fernanda Nobre e Emílio Dantas, o casal protagonista de "Léo e Bia"
Encenado como musical na década de 80, o texto Léo e Bia , de Oswaldo Montenegro, recebeu tratamento de roteiro e, a partir de hoje, entra em cartaz nos cinemas do País. O filme chega ao circuito com dois prêmios: de trilha sonora (para Oswaldo) e de atriz (para Paloma Duarte), conquistados no Cine PE 2010 .

Para o autor, que também dirige o filme, a boa receptividade da crítica no festival causou surpresa. O mesmo pode acontecer com o público. Mas é bom que se saiba que a história e a linguagem que dão corpo à produção estão longe da estética do cinemão. O palco foi transferido para a telona, algo já visto em longas como Dogville . Em Léo e Bia , o jovem elenco, encabeçado por Paloma, explora um único cenário, para que a força do texto recaia sobre suas interpretações.

E esses jovens atores dão conta do recado de forma surpreendente. São rostos conhecidos da TV, cujas interpretações aparecem diluídas nas novelas, em papéis pouco complexos. Muito disso se deve à imersão em ensaios que duraram seis meses. "É um texto que mistura ficção e coisas reais", diz Oswaldo. Ele se refere a um grupo de teatro em Brasília, do qual fez parte.

Características das pessoas dessa trupe real ajudaram a construir os personagens da ficção. Como o drama vivido por Bia (Fernanda Nobre), namorada do diretor Léo (Emílio Dantas) e vítima de uma relação sufocante com a mãe. Somente Madalena Salles, flautista e que também pertenceu ao grupo, é inspiradora direta de Marina, papel de Paloma.

"Conheço Paloma desde seus 17 anos. Ela fez trejeitos meus que nem eu imaginei que tivesse. É uma atriz bárbara", elogia Madalena, uma das assistentes de direção do filme.

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