Versão eletrônica da revista tem mesmo preço da impressa, mesmo sem ensaios

selo

A versão da revista americana Playboy para o iPad, o tablet da Apple, foi lançada nesta semana sem ensaios com modelos nuas e com o mesmo preço da publicação vendida na banca. Os produtos da Apple seguem rígidos padrões de conteúdo. A empresa de Steve Jobs veta conteúdos com nudez nos seus produtos.

Página da revista no leitor eletrônico
Reprodução
Página da revista no leitor eletrônico
Segundo uma resenha do aplicativo da Playboy , publicada pelo site de tecnologia americano minonline.com, a Playboy oferece no iPad quase todos os textos publicados na sua edição impressa – como a entrevista, a seção de 20 perguntas e as reportagens jornalísticas. No entanto, todos os ensaios fotográficos e desenhos mais sensuais foram vetados. Na seção da Coelhinha do Mês, em vez de mulheres nuas, o iPad traz apenas fotos de rostos

"Aqueles que dizem ler a revista 'apenas por causa das reportagens' ficarão contentes (apesar de desestimulados pelo preço cobrado), mas qualquer um procurando por posteres centrais e nudez estará resmungando nas seções de resenha da iTunes", afirma a resenha do minonline.com, assinada pelo jornalista Steve Smith.

Smith afirma que a Playboy é mais uma empresa que precisa adequar seu produto às regras rígidas da Apple. No entanto, o jornalista diz que a revista foi prejudicada, já que seu principal conteúdo é justamente nudez. Ele critica o fato de que o preço cobrado pela Playboy no iPad – US$ 4,99 (cerca de R$ 9) – é exatamente o mesmo da edição impressa. "Nós ouvimos um boato de que havia um vídeo na edição, e depois de muito procurar, achamos um clipe de 30 segundos com a mulher da capa sendo entrevistada. É sério isso?", escreve Smith.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.