Playboy lança versão para iPad sem nudez

Versão eletrônica da revista tem mesmo preço da impressa, mesmo sem ensaios

BBC Brasil |

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A versão da revista americana Playboy para o iPad, o tablet da Apple, foi lançada nesta semana sem ensaios com modelos nuas e com o mesmo preço da publicação vendida na banca. Os produtos da Apple seguem rígidos padrões de conteúdo. A empresa de Steve Jobs veta conteúdos com nudez nos seus produtos.

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Página da revista no leitor eletrônico
Segundo uma resenha do aplicativo da Playboy , publicada pelo site de tecnologia americano minonline.com, a Playboy oferece no iPad quase todos os textos publicados na sua edição impressa – como a entrevista, a seção de 20 perguntas e as reportagens jornalísticas. No entanto, todos os ensaios fotográficos e desenhos mais sensuais foram vetados. Na seção da Coelhinha do Mês, em vez de mulheres nuas, o iPad traz apenas fotos de rostos

"Aqueles que dizem ler a revista 'apenas por causa das reportagens' ficarão contentes (apesar de desestimulados pelo preço cobrado), mas qualquer um procurando por posteres centrais e nudez estará resmungando nas seções de resenha da iTunes", afirma a resenha do minonline.com, assinada pelo jornalista Steve Smith.

Smith afirma que a Playboy é mais uma empresa que precisa adequar seu produto às regras rígidas da Apple. No entanto, o jornalista diz que a revista foi prejudicada, já que seu principal conteúdo é justamente nudez. Ele critica o fato de que o preço cobrado pela Playboy no iPad – US$ 4,99 (cerca de R$ 9) – é exatamente o mesmo da edição impressa. "Nós ouvimos um boato de que havia um vídeo na edição, e depois de muito procurar, achamos um clipe de 30 segundos com a mulher da capa sendo entrevistada. É sério isso?", escreve Smith.

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