Pinacoteca abre retrospectiva de Joaquín Torres García

Obra do pintor uruguaio é tema da exposição "Geometria, Criação e Proporção", em cartaz a partir deste sábado

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Obra de Joaquín Torres García
No fim da década de 1920, quando o uruguaio Joaquín Torres García (1874-1949) viveu em Paris, seu encontro direto com as vanguardas artísticas europeias, especialmente, com o abstracionismo, foi determinante para que ele alçasse o construtivismo simbólico que tornou sua marca.

"Podemos admirar um cristal porque é perfeito, mas poderíamos, afinal, amá-lo?", indagou Torres García num dos numerosos debates que participou na época. O neoplasticismo de Mondrian era "puro" demais para o uruguaio.

"Ele queria vida e humanidade em suas obras", diz o bisneto do artista, Alejandro Diaz, curador da retrospectiva "Joaquín Torres Garcia - Geometria, Criação e Proporção", que será inaugurada no sábado na Pinacoteca do Estado.

É um privilégio ver agora, em cinco salas do museu, uma antologia que coloca de uma maneira abrangente e de certa forma sucinta e precisa a trajetória de um artista que no início de sua carreira se apegou ao classicismo (o interesse pela cultura greco-romana) e depois promoveu o salto gradual e natural para o construtivismo, criando composições de planos, cores e grafismos.

A exposição de Torres García, apresentada, anteriormente, na Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, chega a São Paulo com cerca de 150 obras realizadas pelo artista entre 1913 e 1943. A mostra, realizada com o Museo Torres García de Montevidéu, no Uruguai, traz pinturas, aquarelas, desenhos, afrescos, colagens, objetos de madeira assim como documentos e escritos do artista - ele criou livros, alguns deles, como teórico de arte. 

"A retrospectiva tem uma visada mais rápida pelas primeiras épocas de sua carreira e outra mais profunda do construtivismo", afirma Jimena Perera, também bisneta do artista e diretora, ao lado de Alejandro Diaz, do Museo Torres García. Segundo ela, as obras da exposição pertencem à instituição criada em memória de seu bisavô, mas também a colecionadores da Espanha, França, Nova York e Uruguai.  

Joaquín Torres García - Pinacoteca do Estado (Pça. da Luz, 2, Luz). Tel. (011) 3324-1000. 10h/18h (fecha 2ª). Até 26/2. R$ 6 (sáb., grátis). Abertura sábado.

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