Pichadores são detidos após protesto na Bienal de São Paulo

Dois pichadores que escreveram "liberte os urubu" em protesto a uma obra da Bienal foram detidos pela polícia neste sábado

iG São Paulo |

AE
Imagem da pichação feita por manifestantes em obra do artista Nuno Ramos exposta na 29ª Bienal

Um pequeno grupo de defensores dos direitos dos animais interrompeu neste sábado a 29ª Bienal de Artes de São Paulo para exigir a libertação de três urubus que fazem parte de uma das obras centrais da exposição, informaram os organizadores da mostra. Dois pichadores foram detidos após confusão entre seguranças e ativistas.

Agência Estado
Os urubus da obra de Nuno Ramos
O foco do protesto, ocorrido no primeiro dia de visita aberta ao público, foi a obra "Bandeira Branca", do artista plástico brasileiro Nuno Ramos, que apresenta três grandes blocos de concreto rodeados por enormes redes, nas quais três urubus permanecem presos, embora tenham um grande espaço para voar.

A utilização dos urubus na montagem foi autorizada pelo Ibama, mas ainda assim irritou grupos de defesa dos animais, que realizaram o protesto neste sábado. Os seis ativistas conseguiram rasgar parcialmente as redes e um deles chegou até os blocos de concreto, onde pintou a inscrição "liberte os urubus".

Com a confusão, a exposição foi fechada por volta das 18h30 e não reabriu mais neste sábado. O horário previsto para o fechamento era 19h. Neste domingo, a Bienal deve funcionar normalmente desde o horário de abertura, às 9h.

Após confronto, os responsáveis pela segurança da Bienal dispersaram os demais manifestantes e as redes foram reparadas antes que os abutres pudessem escapar. "São aves de rapina e estão estressadas. Deveriam pôr um ser humano em seu lugar", declarou a ativista Vegana Rosane Guimarães.

Com informações da EFE

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