Paixão dos Stein pela arte ganha forma com exposição

Mostra aborda influência da família na revolução da arte no início do século XX

EFE |

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A escritora americana Gertrude Stein em sua casa, em 1935, com um retrato feito por Picasso ao fundo
A paixão pelas vanguardas artísticas da família Stein, sua grande sensibilidade para reconhecer talentos e sua imensa influência na revolução da arte no início do século XX são objeto de uma exposição que chegará a Paris, São Francisco e Nova York.

Com o título "Cézanne, Matisse, Picasso - A aventura dos Stein", a mostra reunirá no Grand Palais, na capital francesa, cerca de 200 quadros, esculturas, desenhos e estampas desses três grandes artistas e de alguns de seus contemporâneos - todos eles reconhecidos e impulsionados desde o primeiro momento pela escritora americana Gertrude Stein, por seus irmãos Leo e Michael e pela esposa deste último, Sarah, grande amiga de Matisse, a quem sugeriu abrir uma academia de arte.

Leo Stein e a vanguardista Gertrude, que mantinha com Picasso uma profunda amizade, foram os primeiros a visitar Paris por ocasião da Exposição Universal de 1900. Pouco depois, os dois já estavam instalados em um apartamento às margens do Rio Sena - local por onde passaram alguns dos principais vanguardistas da época.

Michael e Sarah Stein seguiram seus passos em 1904 e transformaram sua casa na França em outro popular ponto de encontro de artistas que se transformariam, décadas depois, nos mais celebrados de seu tempo.

A exposição, que tenta transmitir em forma de obras-primas esta frutífera e visionária paixão familiar, foi organizada pela Reunião de Museus Nacionais (RMN) da França, o Museu de Arte Moderna de São Francisco, onde permanecerá até dia 10 de setembro deste ano, e o Museu Metropolitano de Arte de Nova York, onde poderá ser vista no ano que vem, entre os dias 12 de fevereiro e 3 de junho. Em Paris, a exposição ocupará as galerias do Grand Palais do dia 5 de outubro de 2011 até o dia 16 de janeiro de 2012, informaram os organizadores.

Fontes da RMN afirmaram que, apesar das três exibições compartilharem a inspiração e o mesmo eixo central, as obras apresentadas não serão as mesmas.

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