Obras de Bacon avaliadas em mais de R$ 71 mi serão leiloadas

"Three Studies for Self Portrait" e "Untitled (Crouching Nude on Rail)" serão colocadas à venda em maio

EFE |

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Obra "Three Studies for Self Portrait", de Francis Bacon
Os dois trabalhos mais importantes do pintor britânico Francis Bacon e avaliados em US$ 45 milhões (aproximadamente R$ 71 milhões) serão colocados à venda em 11 de maio, informou nesta segunda-feira a casa de leilões Christie's. Trata-se de "Three Studies for Self Portrait", realizado em 1974 e de "Untitled (Crouching Nude on Rail)", que Bacon (1912-1992), um dos artistas britânicos mais importantes do século passado pintou em 1952.

As peças fazem parte do leilão de arte moderna e de pós-guerra que essa empresa celebra em 11 de maio, que também inclui importantes trabalhos de Andy Warhol e Mark Rothko, entre outros.

"São duas das obras mais impressionantes de um dos grandes pintores do século 20. O mercado de Bacon é verdadeiramente global e alcançou preços altos nos últimos meses", disse o vice-presidente e responsável de arte contemporâneo da empresa, Brett Gorvy. Acrescentou que "a raridade e a importância destes dois trabalhos pode despertar interesse de muitos colecionadores e museus de todo o mundo".

A obra intitulada "Untitled (Crouching Nude on Rial)" é uma mostra, segundo os analistas da empresa, da maneira em que Bacon representava a evolução do tempo e sua influência na condição humana e está avaliada entre US$ 10 e US$ 15 milhões.

Esta peça de arte abstrata faz parte da descoberta de trabalhos do britânico que na década de 90 ocorreu em um armazém londrino, no qual Bacon as tinha depositado e entre os quais também estava uma de suas obras icônicas, a "Study after Velazquez" (1950).

A outra peça é "Three Studies for Self Portrait", uma obra que poderia superar os US$ 30 milhões e faz parte dos dez auto-retratos que o artista britânico realizou. Pintado em 1974, o quadro mostra a Bacon com os olhos fechados, com um rosto distorcido no sonho, na contemplação ou refletindo dor.

Seu proprietário atual o adquiriu há 35 anos. O quadro já foi exposto em 1975 no museu de Arte Metropolitan de Nova York e em 1999 na fundação Beyeler, na cidade suíça de Basileia.

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