Obras de arte do Lehman Brothers serão leiloadas

Brasileiro Sebastião Salgado e estrelas como Damien Hirst estão no lote

Agência Estado |

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A obra "Nós Temos Estilo", de Damien Hirst, é estimada entre US$ 800 mil e US$ 1,2 milhão
Ao completar dois anos de falência este mês, o Lehman Brothers, que foi um dos maiores bancos de investimento do mundo, se destaca em outro mercado, o de arte, no qual parece ter tido mais faro do que para as subprimes que o quebraram. Para pagar parte da dívida da instituição com credores, perto de 900 obras de arte e outros objetos que decoraram os escritórios nos Estados Unidos e na Europa vão à venda em três casas de leilões.

No dia 25, a Sotheby's de Nova York leiloa 147 lotes com cerca de 400 peças da coleção de obras do pós-guerra e contemporâneas que o Lehman possuía nos EUA, avaliadas entre US$ 10 milhões e US$ 13 milhões. No dia 29, a Christie's de Londres oferece 300 lotes com itens vindos das instalações do banco na Europa. Ali há desde pinturas de Lucian Freud e Gary Hume, coleções de gravuras, caixas, tinteiros e livros antigos, a pequenos objetos como a placa que celebrou a inauguração da sede europeia do banco em 2004, pelo então ministro das Finanças da Inglaterra Tony Brown.

A estimativa é de se levantar com eles no mínimo dois milhões de libras (cerca de US$ 3 milhões). Outro leilão de arte contemporânea do Lehman vai ser feito em 7 de novembro pela Freeman’s, em Filadélfia (EUA), que espera captar entre US$ 250 mil e US$ 300 mil. Entre as peças que serão leiloadas, a arte contemporânea brasileira está representada por trabalhos de Sebastião Salgado, Vik Muniz e Valeska Soares.

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