Wando distribui e recebe calcinhas no Arouche

Cantor se apresentou no mesmo palco que depois receberia Reginaldo Rossi e Beto Barbosa

Tiago Agostini |

O palco do Largo do Arouche é, sem dúvida, o mais democrático de toda a Virada Cultural. Com uma programação recheada de artistas do chamado brega, juntou de jovens a pessoas da terceira idade cantando com olhos fechados e mãos no peito as grandes canções que já fazem parte do inconsciente coletivo brasileiro.

Terceiro artista a subir neste palco, Wando não negou sua fama de cantor canastrão e galanteador. Ele não precisou mais do que um guitarrista e bases pré-programadas para comandar momentos que devem ficar marcados como alguns dos melhores da edição 2009 da Virada Cultural.

De óculos escuros e com sua voz aveludada, jogou calcinhas para a platéia e, lógico, recebeu diversas delas no palco, inclusive usando uma para enxugar o suor de sua testa.

Além de canções de seu repertório como "Moça" e a obscura "Coisa Cristalina", ele passeou por grandes canções de outros cantores, como "Deixa eu te amar", de Agepê, "De volta pro meu aconchego", de Dominguinhos, e "Eu Sei que vou te amar", de Vinícius de Moraes e Tom Jobim. Esta última, inclusive, teve uma citação do talvez mais famoso soneto de Vinícius, o Soneto de Fidelidade.

Como bom artista das multidões, Wando deixou seu grande hit, "Fogo e Paixão" (a famosa música dos versos "Você é luz, é raio estrela e luar), para o final. Como era de se esperar, mãos para o alto, pessoas se abraçando e a voz do público abafando a do cantor.

Após o final da música ele distribuiu rosas para as mulheres, no melhor estilo Roberto Carlos, enquanto Fogo e Paixão tocava mais uma vez, agora em playback. Um final perfeito para aquele que o próprio Wando chamou de o show do "tempo em que éramos felizes e não sabíamos".

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