Vocalista do Twisted Sister relembra seu fundo do poço

Após fim da banda, Dee Snider foi entregador de panfleto e telefonista

iG São Paulo |

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Snider com e sem a maquiagem do Twisted Sister
"Ser famoso e rico é difícil, mas ser famoso e pobre e como viver no inferno." O autor da frase, dita ao The New York Times, sabe do que está falando. Em algum momento do início dos anos 90, Dee Snider, vocalista do Twisted Sister, chegou ao fundo do poço: durante o dia era telefonista da loja do irmão e à noite distribuía panfletos do salão de beleza da esposa. Hoje ele conseguiu se reerguer, fazendo pequenas turnês com a banda que o tornou famoso ( passaram pelo Brasil no dia 27 de novembro deste ano).

O cantor atualmente participa como ator convidado do espetáculo "Rock of Ages", que revive a cena dos anos 80. Desde que o Twisted Sister se separou, em 1987, Snider se tornou um workaholic. Ele trabalhou como locutor de rádio, escreveu roteiros de televisão, produziu e atuou em um filme de terror ("Mórbido Silêncio", de 1998) e estrelou um reality show com sua família por seis semanas no canal A&E. O programa não foi renovado, "por acordo mútuo", conta Snider.

O vocalista experimentou o melhor da fama e sucesso nos anos 80, mas hoje olha sua história com um pouco mais de pé no chão e melancolia. "Nos meus anos de sucesso eu corria desesperadamente para o topo como para a linha de chegada. Quando cheguei lá, percebi que esta linha não existia", recordou à publicação. "Uma dica aos jovens que querem seguir o caminho do rock: se você não é o Elton John ou o Billy Joel, você vai se decepcionar no fim."

Snider, obviamente, se orgulha de seus feitos, como ter "We're Not Gonna Take It", maior sucesso do Twisted Sister, relacionado em 1985 como uma das 15 músicas que deveriam ser banidas dos Estados Unidos por um grupo de pais da época. Mas hoje as prioridades mudaram. O cantor gosta de ser reconhecido na rua e de ser querido por seus companheiros de peça.

Mais que isso, gosta de ter um personagem que morre e volta ao final como um anjo do rock. "Quando vi a peça há dois anos, quis no mesmo momento o papel". Demorou, mas ele conseguiu. Snider participa da peça pelo menos até o final do mês.

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