Vitor Ramil lapida música do sul em "délibáb"; leia entrevista

Cantor e compositor gaúcho lança álbum com participação de Caetano Veloso

Marco Tomazzoni, iG São Paulo |

Divulgação/Ana Ruth
Vitor Ramil quer "romper o estereótipo gaúcho"
Vitor Ramil parece estar no auge de sua maturidade artística. Prestes a completar 48 anos, o cantor, escritor e compositor gaúcho lança de forma independente o álbum délibáb , palavra húngara para miragem, mas cujas raízes significam ilusão do sul. Ancorado nessa ideia, ele foi a um estúdio de Buenos Aires lapidar a milonga, gênero que escolheu como estandarte de sua estética do frio, e homenagear dois de seus heróis: o brasileiro João da Cunha Vargas e o argentino Jorge Luis Borges.

De seu jeito, os poetas retratam um modo de vida sulista, comum a regiões do Rio Grande do Sul, Argentina e Uruguai, que de certa forma ficou perdido na história. Mais ou menos como o délibáb, fenômeno físico responsável por transportar, em dias de calor, cenas distantes de uma planície a outra. Uma miragem, mas real. Em um longo texto que escreveu sobre o álbum, Vitor explicita a relação entre as milongas e o délibáb: seria documentar uma projeção de imagens remotas, de arrabaldes buenairenses e ambientes campeiros, na urbanidade de nossos tempos atuais; seria registrar minha visão do que já fora visto por outros em outra parte.

Essa reflexão espelha um pouco da consciência do compositor, que se converteu em teórico em 1997 com o disco Ramilonga . Ali, Vitor lançava as bases da estética do frio, termo que concebeu para abarcar as diferenças da cultura gaúcha, indecisa entre a tropicalidade brasileira e o frio dos pampas, incomum ao resto do país. O frio como elemento estético, não climático. O conceito rendeu convite para uma "palestra na Suíça", transformada em livro ("A Estética do Frio") e tem norteado seus álbuns e romances – Pequod (1999) e Satolep (2008), nome invertido da cidade onde nasceu e vive, Pelotas, constante em sua obra. Parte dessa trajetória está documentada no DVD que acompanha délibab, em um documentário que registra bastidores das gravações e as andanças de Ramil pelo interior gaúcho e Buenos Aires.

Em entrevista ao iG , o irmão mais novo da dupla Kleiton e Kledir – ele estreou na música aos 18 anos, com Estrela, Estrela – explicou que milonga vem de um dialeto africano e significa palavras. Pode-se dizer, então, que a milonga é uma música que está a serviço das palavras. Acompanhado pelo violonista argentino Carlos Moscardini, único convidado do disco ao lado de Caetano Veloso, Ramil já levou o show de lançamento de délibáb a Porto Alegre, Buenos Aires e em abril chega a São Paulo, no Sesc Pompeia. Na entrevista abaixo, ele explica porque investe na milonga, fala de música regional, da indústria fonográfica, de futuras parcerias e de sua base de fãs.

iG: Por que fazer esse disco agora?
Vitor Ramil: Uma das motivações foi o fato de que os poetas estão fazendo 110 anos, o Borges em 2009 e o Cunha Vargas em 2010. Então fiquei com vontade de lançar nesse período, uma espécie de homenagem a eles, sabe? Mas também, de qualquer maneira, estava com esse repertório pronto. Tinha acabado de fazer o Satolep Sambatown , disco com o [percussionista] Marcos Suzano, que era totalmente diferente. Gosto de a cada trabalho fazer algo diferente, de dar vários saltos.

Você já tinha gravado um disco de milongas, Ramilonga . Voltar a esse gênero não traz um sentimento de repetição ou era isso mesmo que você queria fazer?
Não é repetição porque, em primeiro lugar, são discos completamente diferentes. Posso fazer cinco discos de milongas e eles seriam diferentes, como esses dois. délibáb tem só violões e voz, mas ficou muito variado se analisar os arranjos, é rico em termos de detalhes, sutilezas. É fruto do amadurecimento de vários anos, tanto em relação às composições, quanto à maneira de gravar, de conceber. A milonga é um gênero escolhi como uma espécie de referencial para nortear todas as minhas escolhas estéticas para os outros discos, em termos de conceito. É um gênero que está sempre ali, à espreita, seja a milonga com um tema mais campeiro, como é no caso do Cunha Vargas, ou a milonga com espírito do Borges, de compadrito. No Satolep Sambatown tem até mais de uma milonga, que está em outro contexto, de uma música mais MPB, pop, não sei como chamar. Mas no fundo, é a milonga que está por trás. É um gênero que de alguma forma está na base do meu trabalho.

Você escrevu que vê uma diferença nítida entre a poesia do Cunha Vargas e a de Borges.
É uma coisa intuitiva, não me programei para isso. Depois de fazer o disco, observei que as milongas do Vargas se pareciam muito mais com a canção brasileira, suave, lenta. O idioma também puxa para um outro tipo de melodia – quando componho, mudo toda a afinação do violão, porque ela tem uma característica mais impressionista. Já as do Borges tendem a ser um pouco mais clássicas, parecem um pouco mais com as milongas argentinas, uruguaias. Borges é um autor de temas históricos, histórias de gente real, e tem um domínio mais apurado da forma. Vargas era um poeta popular, emocional, um homem que teve muito pouco estudo. Ele não escrevia seus versos – embora não fosse analfabeto, como muita gente pensa (ao contrário, tinha uma letra muito bonita) – porque era um declamador. A poesia dele tinha essa qualidade oral, com rimas fáceis, que flui. Ele tem uma carga afetiva muito grande, que comove as pessoas. Um poeta intuitivo, mas com extrema capacidade de se expressar.

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Detalhe da capa do disco "délibáb"
Qual é a tua relação com Borges, tanto na música quanto literatura?
É um autor que conheci muito novo, com 13, 14 anos. Embora só adultos apreendam melhor, desde garoto ficava fascinado com o texto, à quantidade de lugares a que ele remetia, de filósofos e poetas que citava. Depois, com o tempo, se vai entrando mais na profundidade dos textos, com as coisas incríveis que ele diz. Comecei lendo os contos, depois as poesias, adoro o Borges ensaísta – é um autor completo, um modelo. Evidentemente me influenciou bastante quando comecei a escrever. A austeridade que busco no meu texto vem dele. Aliás, é um cara que de alguma forma plantou essa marca na literatura sul-americana.

Você admira o fato dele ter se aproximado da poesia popular para fazer as milongas?
Essa é uma coisa incrível do Borges, ele fala do mundo do gaúcho e do compadrito, o malandro do subúrbio de Buenos Aires. E fala de alta literatura, do Schopenhauer. Isso sempre me fascinou nele. Acho que a beleza está em qualquer canto, até mesmo em termos de literatura, e não só nas coisas eruditas. Não tem distinção. Gosto de ler enciclopédias velhas, coisas datadas, curiosas, e gosto de ler o último lançamento, um autor desconhecido, engraçado, profundo. Borges é um autor que tinha essa característica, de saber apreciar as histórias de seu bairro, uma coisa bem de escritor. Tudo isso que está na infância dele, está nas milongas, seu fascínio por facas, tigres, ampulhetas, labirintos, que hoje a faceta mais conhecida dele. Ele teve contato com gaúchos, com compadritos. Essas experiências todas passaram para literatura dele e é dessa matéria da experiência que se faz a literatura e a música.

A cultura do sul do Brasil é de certa forma isolada do resto país. Insistir na milonga de certa forma não ajuda a manter esse isolamento?
Não, pelo contrário. Ramilonga talvez seja meu disco mais difundido no país, que mais me deu retorno em termos de reconhecimento de outros estados e artistas. O délibáb acho que vai ser muito mais, porque já está sendo muito intenso. Acredito que sejam vários fatores. Pensa na música nordestina, por exemplo, na penetração dela no país. Por que quando tu ouves uma música nordestina aquilo te soa natural? Porque estamos acostumados há muitos anos a ouvir a música deles, desde o Gonzagão e de outros artistas que vieram de lá, incluindo os baianos. Já estão no imaginário brasileiro. Acho, inclusive, que as músicas que têm esse acento local forte são muito mais interessantes para quem olha de longe. délibab ainda nem chegou direito e já recebi vários emails da Europa, muito mais do que de outros trabalhos. Para quem olha de fora, por mais que meu disco anterior, Satolep Sambatown , tenha sido um disco rítmico e bastante brasileiro, ele sempre vai se inserir em um contexto de world music ou pop internacional, porque tem marcas da eletrônica, das melodias, e não um traço de exotismo que para o estrangeiro, ou para o próprio brasileiro de longe, é fascinante. Então acho que quanto mais milonga eu fizer, mais as pessoas vão se familiarizar. Agora, depende da maneira como se faz. Quando falo em estética do frio, é justamente isso: romper com o estereótipo gaúcho. Não quero na hora de fazer minha música botar bombacha, chapéu, me pilchar, engrossar a voz, cantar meio gritando. Não quero viver um personagem. Quero cantar a milonga como toco uma música do Jobim no violão, ou do Chico. Quero dar à milonga o tratamento de uma música como qualquer outra. E além do mais, no meu caso pessoal, tem toda a maneira como eu faço as harmonias, construo as melodias, como toco o violão, que é muito particular. É uma maneira de subverter a tradição local da milonga.

Um dos fatores que talvez contribua para a música nordestina ser mais conhecida que a gaúcha é o aspecto comercial, porque a música nordestina, em geral, é mais alegre, digamos, do que a milonga.
Mas nem toda. A alegre é a que está na mídia. E o alegre é relativo. Não acho, por exemplo, délibáb triste. É delicado, os poemas são profundos, é um disco que comove as pessoas, muita gente chora no show. Mas não choram por ser triste. A poesia do Vargas tem uma coisa com a memória que mexe com todo mundo, não necessariamente coisas tristes, mas que comovem. Me comovo muito ouvindo certas músicas do Chico Buarque e outras tantas não porque são tristes, mas simplesmente pela beleza delas. Acho que o délibáb reúne 12 milongas que são belas, mas não são músicas vamos lá, todo mundo dançando, mãozinha pra cima. Música é outra coisa, é para sentar, ouvir, desfrutar. E isso tem muito no Nordeste. O Chico César fez um disco incrível, chamado De Uns Tempos Pra Cá , lírico, lindo, cheio de música nordestina de pura cepa. Não necessariamente um ritmo determina que algo é alegre. É que a mídia é obcecada em agradar todo mundo, a mídia quer ser unânime. Evidentemente um monte de gente tomando cerveja, pulando, cantando uma música, tem muito mais cara de unanimidade do que outras pessoas sentadas escutando uma canção.

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Quero cantar a milonga como toco uma música do Jobim no violão, ou do Chico
Como as plateias de outras regiões do Brasil se relacionam com a tua música? É da mesma forma respeitosa e receptiva que no sul?
Essa conexão acontece sempre, sabe? Nós tocamos em um show coletivo em Salvador, na rua, eu e Marcos Suzano. Tocamos depois do Olodum e... foi fantástico, cara. Quando entramos, vimos todo mundo pulando e falamos e agora?. Já começamos com harmonias super estranhas para o contexto, porque os meus acordes não são nem de bossa nova, que se identifica imediatamente, são mais abertos, não muito comuns no dia-a-dia da música, e o Suzano também não faz nada muito comum na percussão. E o público curtindo! A gente tocou agora no Japão, em um club, um lugar onde o povo vai pra dançar, e os japoneses dançavam, dançavam até Estrela, Estrela. Então rola conexão, é só querer se conectar. Toco muito em Belém do Pará, e é como tocar em Porto Alegre: sempre muita gente, todo mundo super concentrado, às vezes cantam junto. É muito legal, minha experiência não muda muito de um lugar para o outro.

E na Argentina e Uruguai, como é essa relação? Deve ser mais próxima, imagino, do público do Rio Grande do Sul.
Não, nem pensar, no Brasil é muito mais próximo. Lá é uma conquista, uma coisa passo a passo. Tenho feito bons shows, com bastante público e rola outro tipo de conexão porque eles entendem muito mal o português. Eles adoram ouvir, mas não entendem nada das letras, o que no meu caso é importante. Adoram a suavidade da voz, a leveza do trabalho, porque lá é tudo um pouquinho mais forte, vamos dizer, os cantores, arranjos. Claro que no caso do Borges eles entendem e ficaram loucos. Recebi emails dizendo que é a melhor musicalização de Borges que já ouviram, coisas super legais. Mas nem se compara com a receptividade aqui, que é mais completa.

Você conhecia Caetano Veloso pessoalmente?
Não, conheci agora. Simplesmente achei que seria legal ele participar e escrevi pra ele, na cara dura, uma longa carta me apresentando. Ele respondeu um bom tempo depois porque estava gravando e viajando na época, e disse que tinha adorado a minha carta, que estava afim do projeto, e perguntava se ainda dava tempo de participar. Fomos ao Rio e ele gravou. É significativa a participação dele, acho que vai ajudar muito ao Brasil perceber a milonga como uma música como qualquer outra, e não como um gênero folclórico.

É muito raro encontrar na indústria musical alguém que cuide da carreira com tanta segurança como você. Um dos indícios é aquele texto praticamente teórico que você divulgou junto com délibáb . Como é que você avalia esse nível de perfeição da tua arte, com tanto controle sobre teus discos?
Bom, não há perfeição. A perfeição é sempre uma meta. Acontece em todo trabalho, todo mundo tem seu nível de exigência. Se eu fosse analisar meu disco a rigor, o que eu planejei pra ele antes de realizá-lo, diria que estou longe de onde queria chegar. Isso em todas as etapas. Tive problemas gráficos graves, que vou solucionar só na segunda edição, e uma série de coisas de gravação, que não foram como eu gostaria. Às vezes, também, tem coisas que escapam do planejado, mas que são ganhos, porque aquilo que tu está achando que não está bom, está muito melhor do que tinha imaginado. Porque não se tem controle de tudo. Por ler esse texto, as pessoas acham que sou um cara super racional, que planejo cada passo que vou dar, mas não é assim que a coisa funciona. Gosto de refletir sobre o que faço e tenho o hábito de escrever, é parte da minha formação. Acho que isso me ajudou muito a avançar esteticamente, a encontrar a minha maneira de produzir. E não sou muito seguro com relação ao que eu faço: busco coisas, reflito, mas essa aparente segurança não pode passar a impressão de rigidez. Me arrisco muito e quando a gente experimenta muito, erra muito também. E às vezes, como artista independente, não posso ficar dois anos fazendo um disco: muita coisa que sai errada, fica errada. Mas é um erro de algo que não saiu como previsto e é imediatamente incorporado à música. Às vezes um erro representa um salto. Já me aconteceu muito isso: alguma coisa imprevista acontece e aquilo vira um grande negócio musical. Por isso tem que se estar aberto ao erro, seguir o erro. Acho que é uma maneira de se chegar a lugares inusitados.

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A mídia é obcecada em agradar todo mundo, a mídia quer ser unânime
Quando falei da segurança, também estava me referindo ao trabalho autoral, que nem sempre na indústria é visto como um facilitador. Como é que você conseguiu viabilizar esse disco?
Meu trabalho é independente há muitos anos. Fiz alguns discos em gravadoras, mas é minha característica estar sempre buscando algo autoral, que não seja o que todos estão fazendo. Eu estava sempre entrando e saindo das gravadoras. O cara ouvia o repertório, me ouvia falando, me achava articulado e pronto, me contratava. Aí escutava o disco, e falava pô, que disco maluco, não se parece com nada. Tudo o que é fora do convencional não interessa a uma gravadora, porque eles não sabem como trabalhar aquilo, não sabem e não querem tratar caso a caso. Estão interessados em vender disco e acabou. Logo me dei conta que se jogasse todas minhas cartas nisso, ia botar fora meu trabalho. Cada disco que eu lançava era engavetado e o público não tinha o disco, eu não tinha o disco! Resolvi ser independente, numa época em que todo mundo ainda estava naquela de que tem que ter gravadora. Foi quando, inclusive, vim morar no Interior. Foi um lance arriscado, mas por outro lado tive muito sorte, porque foi bem na época em que apareceu o CD e a Internet, coisa que a gente não avaliava ainda que caminho que ia tomar. Hoje o CD praticamente nem existe mais, ao contrário da Internet. O que está acontecendo hoje é uma comunicação mais direta entre o artista e o público. Se dependia, há não muito tempo atrás, de uma gravadora, de um jornal escrever ou não sobre ti, de um jornalista gostar ou não de ti. Hoje, quando o disco sai, no dia seguinte já está na Internet. Na véspera do meu show em Porto Alegre, fiquei sabendo que eu era um dos 10 assuntos mais comentados no Twitter no Brasil. Eu e o casal Nardoni! (risos)

Uma prova dessa mobilização dos teus fãs foi o Prêmio Tim em 2008 [na categoria de melhor cantor no voto popular, no qual bateu Caetano Veloso, Jorge Ben Jor e Lulu Santos]
Exatamente. Na época do Prêmio Tim, muita gente da imprensa convencional achava que eu, Vitor, tinha feito uma campanha na Internet do tipo votem em mim. E não foi, foi algo espontâneo. Tem um mundo de gente por aí ouvindo coisas legais. A ideia de mídia de massa está muito relativizada. Não que não exista mais, mas o mundo é muito grande e as pessoas estão indo diretamente ao artista, ao trabalho. Eu mesmo, tem gente que ouço pela internet que nunca vi o disco na minha frente.

Mas Satolop Sambatown saiu por uma major, não?
Ele saiu pelo selo MP,B junto com a Universal. Como era um trabalho meu com o Marcos Suzano, achamos melhor terceirizar porque senão um ia ter que ficar prestando costas pro outro, uma parte difícil de ser independente. Para não ter problemas e cansaço entre nós, resolvemos simplificar. Mas não é o que a gente mais gosta, não.

E o teu lado compositor, letrista, como está?
Tenho fases, atualmente estou musicando muita poesia. Estou fazendo parcerias, coisa que nunca fiz muito. Aos poucos, vou encontrando pessoas com quem tenho afinidade. Acabei de fazer duas músicas com o Zeca Baleiro. Com a Angélica Freitas, já tenho oito ou nove músicas. Angélica é uma poeta maravilhosa, minha conterrânea por coincidência, porque ela também é do mundo. São parcerias totalmente pop, urbanas, e meu próximo trabalho provavelmente será grande parte com poesias dela. Fiz uma música com Chico César, meu amigão de longa data, mas a gente nunca tinha composto junto. Musiquei um poema do Leminski também, já tenho um e agora fiz outro. É bom pra mim tomar distância de escrever um pouco porque volto com toda gana. Mas isso não quer dizer que eu não esteja escrevendo minhas letras também nesse meio tempo.

E você também está escrevendo algum livro novo?
Escrevendo já estou, uma ficção, mas tive que parar um pouco por causa do disco, do trabalho todo de shows, divulgação, mas vou ficar aqui uma semana antes de ir para São Paulo e vou trabalhar no livro. Estou firme. Gostaria de terminar esse ano, talvez aconteça, mas não sei. A música deixa meu tempo muito escasso para escrever.

Ouça "Milonga de Los Morenos", com participação de Caetano Veloso:

Vitor Ramil - Milonga de los Morenos por igcultura

Serviço – Vitor Ramil em São Paulo
15 de abril de 2010 (quinta-feira)
Teatro do Sesc Pompeia, 21h
Ingressos: R$ 4 a R$ 16
Informações: (11) 3871-7700

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