Vanessa da Mata mostra personalidade em SP

Solos fortes de atabaque abriram o show e deram a tônica em toda a apresentação

Chris Bertelli |

O show de Vanessa da Mata tinha tudo para ser previsível: a cantora, como sempre, entraria no palco de pés descalços, com um visual um tanto exótico, cantaria suas baladas e terminaria com os grandes sucessos. Mas ela resolveu surpreender os paulistanos que encararam a noite fria dessa sexta-feira, dia 20, para assisti-la. 

Vanessa da Mata estreou a turnê Perfumes do Sim, em São Paulo, com casa lotada e logo deixou claro que quem esperava tranquilidade e muita música romântica, sairia dali decepcionado. Solos fortes de atabaque abriram o show e deram a tônica em toda a apresentação. A cantora apareceu em um vestido amarelo, sua tradicional flor no cabelo e, única certeza, com os pés descalços.

Além do repertório de seu novo DVD, a matogrossense apresentou a inédita Perfume Barato, composta por ela mesma, e apostou em novas interpretações para A Lua e eu, de Cassiano, e Último Romance, de Rodrigo Amarante.

Vanessa, com seu jeito despojado, sentou no chão do palco e deixou o público cantar Ainda bem. O coro não foi bom, e a falta de empolgação ficou ainda mais clara nos primeiros acordes da música seguinte, Amado, que contagiou a plateia. De autoria da própria cantora, ao lado de Marcelo Jeneci, a composição foi escolhida pelo público como a melhor canção de 2009 no prêmio Multishow.

Outra que empolgou o público foi "Boa Sorte/Good Luck", trabalho em parceria com o cantor e compositor Ben Harper. Na falta do norte-americano, o tecladista adaptou a voz masculina com um toque de eletrônico e não fez feio.

O público improvisou tentando driblar a falta de espaço entre as mesas apertadas para dançar. Quem pode, preferiu assistir ao show de pé. Quem não tinha como se levantar sem atrapalhar os demais, ficou se remexendo na cadeira. O desconforto só sumiu mais para o fim da apresentação, quando a própria cantora pediu a todos que ficassem de pé em Não me deixe só. Vanessa deixou o palco, mas voltou para atender aos pedidos de Bis e cantou mais três músicas: Um dia, Um Adeus, de Guilherme Arantes, Acode, que, segundo ela, estava pronta há mais de 10 anos e só agora foi incorporada ao repertório, e finalmente, um de seus grandes sucessos, Ai ai ai.

Quando todos achavam que o fim do show era certo, e muitos já estavam até deixando o local, a cantora surpreendeu voltando ao palco para uma interpretação voz e violão de As rosas não falam, de Cartola. O público foi embora em êxtase.

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