Tributo a Mandela reúne astros em Nova York

Artistas como Cyndi Lauper, Queen Latifah e Carla Bruni participaram da homenagem

EFE |

Nelson Mandela foi homenageado por seu 91º aniversário em Nova York, onde artistas como Cyndi Lauper, Queen Latifah, Wyclef Jean, Carla Bruni, Gloria Gaynor e Yvonne Chaka Chaka cantaram em honra ao ex-presidente da África do Sul e prêmio Nobel da Paz.

AFP

Stevie Wonder canta em homenagem a Mandela


Gloria Gaynor e o hino "I will survive" abriram o show, que ocorreu no Radio City Music Hall de Nova York, o lugar escolhido para esta homenagem depois da primeira, realizada em Cidade do Cabo, seguida por Londres. Em 2010 a festa acontece em Madri.

A homenagem a Mandela, organizada pela Fundação Mandela e pela ONG 46664, que é o número usado pelo sul-africano quando ficou preso e que é dedicada à luta contra a aids, teve atuações do rapper Will.I.Am e de Cyndi Lauper, que, com a rapper Lil Kim, interpretou sua música mais famosa, "Time after Time".

"Gente como Nelson Mandela mudou o mundo. É um grande herói, um lutador pela liberdade", disse Lauper à Agência Efe, pouco antes de cantar no palco do Radio City.

Ela explicou que escolheu a música porque sabia que "Mandela gosta dela".

Uma das atuações mais esperadas foi a de Carla Bruni-Sarkozy, a primeira-dama da França, que, acompanhada do britânico Dave Stewart, do Eurythmics, no violão, cantou seu principal sucesso "Quelqu'un m'a dit", assim como "Blowin'in the wind", de Bob Dylan.

Na plateia, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, aplaudiu a atuação da mulher, a primeira desde que eles se casaram, em 2008.

"Feliz aniversário, Madiba", desejou ao ex-presidente sul-africano o ator Morgan Freeman, que lembrou ao público que, em sua carreira, interpretou "presidentes dos Estados Unidos e até Deus no cinema, mas a história que vou fazer agora no cinema é verdadeira".

Freeman, que interpreta Mandela no último filme de Clint Eastwood, "Invictus", lembrou que o líder sul-africano "passou 27 anos preso e liderou a luta contra o regime opressor do apartheid, e saiu dali sem rancor nem amargura".

Durante o show foi transmitida uma breve mensagem audiovisual de Mandela, que não pôde viajar devido à sua frágil saúde.

Em Johanesburgo, ele agradeceu a homenagem e ressaltou que "o dia de Mandela é um dia dedicado ao serviço aos demais, e espero que as pessoas dediquem este esforço a melhorar as condições da comunidade. Obrigado por participar".

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