The Kills volta a Brasil 'de saco cheio das bandas que imitam rock dos anos 60 e 70'

Dupla faz dois shows em São Paulo e um no Rio de Janeiro na semana que vem

Augusto Gomes, iG São Paulo |

Ele, Jamie Hince, virou figura conhecida na mídia depois que se casou com a super modelo Kate Moss. Ela, Alison Mosshart, chamou atenção ao integrar o Dead Weather, banda do ex-White Stripes Jack White. Antes de tudo isso, eles eram o Kills. E ainda são.

Divulgação
Jamie Hince e Alison Mosshart, do Kills
A atual turnê da banda, que começou em março, chega ao Brasil na semana que vem. "Amo fazer shows. Mas é óbvio que às vezes sinto saudade de casa . Afinal, agora sou um homem casado", brinca o guitarrista Jamie Hince, em entrevista por telefone ao iG .

Veja letras e ouça músicas do Kills

É uma das poucas referências a Kate Moss da conversa. O assunto, afinal, é um tema proibido da entrevista. Ordens da produção da banda. O casamento aconteceu em julho deste ano, na Inglaterra. A lua de mel garantiu a Jamie pouco mais de um mês de férias. Em agosto, ele já estava de volta à estrada com o Kills.

Getty Images
Jamie Hince no palco
O repertório dos shows é baseado no disco "Blood Pressures", lançado em abril. É o primeiro trabalho do grupo desde que a Alison passou um tempo com o Dead Weather, com quem lançou dois discos, "Horehound" (2009) e "Sea of Cowards" (2010).

"Ela voltou do Dead Weather com uma voz muito mais forte. Quase como se fosse uma cantora alemã de cabaré", diz Jamie. "Também pudera. Com eles, ela tinha que se destacar na frente de uma parede de guitarras. Até demorei um tempo para me acostumar."

O novo álbum é bem menos eletrônico que o anterior, "Midnight Boom", de 2008. "Ele foi fruto de um período que passei com amigos tocando violão e bebendo vinho", explica. "É um disco mais simples, e parecido com os nossos dois primeiros."

Já "Midnight Boom" foi eletrônico porque Jamie estava "de saco cheio" de ouvir tantas bandas fazendo um som retrô. "Quisemos provar que dava para fazer um disco de rock sem tentar imitar os anos 1960 e 1970", provoca.

Será a segunda passagem do Kills pelo Brasil. Na primeira, em 2005, a dupla tocou em São Paulo e Recife. "Lembro bem da nossa apresentação em São Paulo. Tocamos num festival com o Cansei de Ser Sexy. Foi a primeira vez que os vi e fiquei bem impressionado", conta.

Dessa vez, serão três shows, dois em São Paulo e um no Rio de Janeiro. Todos em locais pequenos - Becco 203 e Circo Voador, respectivamente. "Eu amo tocar em clubes pequenos. Adoro sentir a energia do público, ver as pessoas enquanto toco", explica.

Augusto Gomes
The Kills em 2005, durante show em São Paulo
"Será uma mudança interessante para nós, porque fizemos vários shows em grandes festivais na Europa e nos Estados Unidos. Esse tipo de performance também é bom, mas lugares menores são diferentes. Eu prefiro", completa.

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Assim como em 2005, dessa vez os shows acontecerão apenas com Alison e Jamie no palco. Ela canta, ele toca guitarra, e uma bateria eletrônica acompanha os dois.

"Nós fizemos alguns shows este ano com quatro percussionistas. Quero desenvolver isso, talvez no ano que vem. Mas, por enquanto, somos só nós dois", afirma.

The Kills em São Paulo
Dias 26 e 27 de outubro (dia 27 está esgotado)
Becco 203 (Rua Augusta, 609, Consolação)
Ingressos: R$ 150
www.divirto.com.br

The Kills no Rio de Janeiro
Dia 28 de outubro
Circo Voador (Rua dos Arcos, s/n, Lapa)
Ingressos: R$ 80 (com 1kg de alimento não perecível ou e-flyer)
www.ingresso.com.br

Veja abaixo o clipe de "Future Stars Slow":

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