The Hives conquista plateia com show rápido e muita simpatia em São Paulo

Redação iG Música |

Acordo Ortográfico

Ainda havia ingresso de sobra na bilheteria do Via Funchal no início da noite de sábado para a primeira edição do festival Orloff Five, mas com o passar das horas muita gente acabou aparecendo para assistir ao show do Hives, suecos que alcançaram o auge da popularidade com seu segundo disco, Veni Vidi Vicious , em 2000. E com velhos sucessos e músicas novas o quinteto mostrou que pode não ser uma das bandas mais relevantes do cenário atual, mas é sem dúvida uma das mais divertidas.

"Esta é a primeira vez do Hives em São Paulo. Isso vai ser como Woodstock. No futuro muita gente vai dizer que esteve aqui, mas só vocês realmente estiveram", assim o vocalista Pelle Almqvist deu a largada em uma grande apresentação e uma grande amizade com a plateia. O frontman, famoso por sua garganta potente, é o grande trunfo da banda. Ele corre muito, pula sem controle e interage com o público de uma forma natural e irresistível. Para garantir o sucesso da comunicação, veio cheio de frases bem ensaiadas em português: "batam palma", "gritem aí", "te amo" e "tira o pé do chão" foram repetidas durante os mais de setenta minutos de show.

O guitarrista Nicholaus Arson também garante um espetáculo à parte. Executando com empolgação seus riffs cortantes, rolou no chão e fez muitas poses e caretas. Ele toca rápido, como todo o resto da banda, e levou com uma energia incomum uma apresentação rápida e barulhenta, uma urgência que segue firme mesmo após quase uma década de carreira. A banda tocou faixas de seu trabalho mais recente, The Black and White Album ("Tick Tick Boom", "Return the Favour"), e de seus trabalhos anteriores ("Main Offender", "Die, All Right"). O grande hit, "Hate To Say I Told You So", veio apenas no bis.

Logo antes do Hives quem subiu ao palco foram as francesas do Plasticines. As quatro garotas se esforçaram, mas provaram não ter nada além da beleza. Falta carisma e falta música e qualquer evento com bom senso não reservaria a elas mais do que trinta minutos de show. As jovens, no entanto, tocaram por quase uma hora.

Os veteranos do Melvins começaram sua apresentação às oito da noite. A pista ainda estava pela metade, mas já acomodava alguns fãs da banda elogiada por Kurt Cobain que, apesar dos longos anos de estrada, veio com muita disposição para tocar pesado. Duas baterias no palco deram o toque em uma performance intensa e violenta. Um bom número de pessoas, contudo, brigava com seguranças pelo direito de fugir do barulho conversando no hall da casa.

O evento foi aberto pelos brasileiros do Vanguart. O grupo abriu a noite antes mesmo do horário marcado e, com a competência de sempre, tocou músicas de seu primeiro trabalho. Nos intervalos entre as apresentações, o DJ Tittsworth ocupava os alto-falantes com um set que incluiu hits do novo rock, como Franz Ferdinand e Rapture, a antigos sucessos de Queen e Metallica.

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