Tecladista do Jota Quest é acusado de agressão

Vendedora entrou com representação criminal contra Márcio Túlio Marques Buzelin em Belo Horizonte

Agência Estado |

Divulgação
Márcio Buzelin (primeiro à esquerda),
tecladista do Jota Quest
O compositor e tecladista da banda Jota Quest, Márcio Túlio Marques Buzelin, de 39 anos, foi acusado de agredir uma jovem em Belo Horizonte. A vendedora Aline Fernanda Siqueira, de 24, que afirma ter mantido um relacionamento com o músico durante quase seis meses, entrou com uma representação criminal contra Buzelin ontem na Delegacia Especializada de Crimes contra a Mulher, na região centro-sul da capital mineira. 

A vendedora, que é paranaense e mora em São Paulo, solicitou também medidas protetivas. A Polícia Civil instaurou inquérito e informou que a queixa foi encaminhada à Justiça. O tecladista poderá ser enquadrado na Lei Maria da Penha. 

Na delegacia, a vendedora mostrou marcas - arranhões e hematomas pelo corpo - das supostas agressões durante uma briga que teria ocorrido na madrugada de domingo, após um show da banda mineira em um evento de música e moda, comandado pela apresentadora Xuxa Meneghel.

Conforme a versão de Aline, ela e Buzelin estavam em um bar e começaram uma discussão, que terminou em agressão. A confusão se estendeu até a garagem do prédio do músico. Além de agredida com socos, a vendedora disse que chegou a ser atropelada pelo tecladista, que dirigia uma caminhonete prata. Também acusou Buzelin de ficar com sua bolsa e objetos pessoais. 

"Nós começamos uma discussão, que acabou nisso. Ele me agrediu e eu não fiquei calada", disse Aline à Agência Estado. "Entrei com um processo porque ele me machucou muito. Eu viajava com ele, vim para cá por causa dele". 

Extorsão

O advogado de Buzelin, identificado como Antônio César Ribeiro, não foi localizado hoje pela reportagem. O músico também não foi encontrado para falar. À imprensa local, Ribeiro afirmou que a denúncia de agressão é falsa e que seu cliente nunca teve um relacionamento com a vendedora. O advogado entrou com uma representação contra Aline no 1º Distrito Policial da capital por tentativa de extorsão e difamação do tecladista. 

A vendedora afirmou que apenas ligou para o músico cobrando a devolução da bolsa. "Por causa do meu cartão de crédito, dinheiro, para emitir a minha passagem. Eu falei: 'ou vocês me dão a minha bolsa ou me dão uma passagem, que é só isso que eu quero'. Em momento algum eu pedi dinheiro, só queria a passagem para ir embora." 

Assegurando que "nunca" foi fã da banda e conheceu Buzelin por meio de um amigo, Aline disse que foi procurada por colegas do músico, que pediram para ela não levar a denúncia à frente. "Mas eu não vou fazer acordo, vou deixar na mão da Justiça", afirmou. "Ele me agrediu e não fez nenhum pedido de desculpas. Era o mínimo que eu poderia esperar."

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