System of a Down dá prévia de show do Rock in Rio em São Paulo

Apresentação foi musicalmente forte, com discursos políticos e diversos sucessos da carreira da banda

Camila de Lira, iG São Paulo |

Em São Paulo, 25 mil pessoas esperavam apreensivas na Chácara do Jockey. A ansiedade não estava ligada com o System of a Down, que entrou pontualmente, e sim com a chuva iminente. Tão logo a banda armeno-americana começou a tocar, todas as preocupações com o tempo passaram para o segundo plano.

O público se esbaldou logo na segunda música, o hit “BYOB”, do álbum “Mesmerize”. Ela foi seguida por uma série de canções do mesmo álbum e de seu álbum-irmão, “Hipnotize”. O grupo havia parado por quatro anos - e essa decisão fez bem para o System of a Down. O que se viu na noite de sábado (dia 1º) foi uma banda em perfeita sintonia, num show sem muitas pirotecnias e macaquices.

Photo Rio News
Serj Tankian, do System of a Down

Apesar de “BYOB” ser uma das músicas mais conhecidas do grupo, os pontos altos foram “Chop Suey”, “Aerials” e “Toxicity”. O público acompanhou cada canção tocada pela banda, cujo repertório foi uma mistura dos dois álbuns de 2006, com alguns hits de “Toxicity”, de 2001, e do primeiro disco, “System of a Down”, de 1998.

Vestido com uma elegante - e diferente do visto no rock - camisa branca, o vocalista Serj Tankian chegou a balbuciar algumas palavras em português, como “obrigado” e “tchau”, mas o principal discurso da noite foi todo em inglês. No meio do show, Serj iniciou a música “Holy Moutains” com uma fala sobre as guerras no Iraque e de como ele apoiava os oprimidos de todas as partes do mundo, inclusive do Brasil.

O carisma do cantor parece vir exatamente dessa mistura entre transe enquanto canta as músicas e extroversão contida enquanto arrisca algumas “dancinhas” (em “Radio/Video”, Serj acertou nos passos de uma dança típica da Armênia, seu país natal). Mas foi o guitarrista Daron que fez o papel de comunicador com o público. Falava sempre que podia, não poupando o uso de palavrões. E chegou até a cantar algumas músicas.

Quando a banda tocar antes do Guns n' Roses no Rock in Rio neste domingo, a promessa é a de um show intenso e recheado de discurso político. E se os cariocas tiverem problemas com a chuva, basta torcer para que a banda use de seu “poder” para parar tempestades novamente.

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