Sueca Britta Persson fala sobre shows no Brasil

Cantora de 26 anos faz pop simples e ingênuo e toca em quatro cidades brasileiras

Juliana Zambelo |

Britta Persson descobriu seu talento e seu interesse real por música enquanto estudava ciências. Mas, ao contrário do trabalho de pesquisa que realizava no laboratório da universidade naquele período, sua relação com a arte escapa da investigação e é puramente intuitiva. Com aparência tímida e desconfiada, essa sueca de 26 anos tem dois álbuns lançados e chega ao Brasil esta semana para cinco apresentações.

Os shows, parte da nova Invasão Sueca, serão baseados em seu trabalho mais recente, Kill Hollywood Me . Nele, Britta volta a cantar sobre dores e alegrias do amor embalada por um pop simples, direto e quase sempre alegre. Dona de uma voz doce e canções frágeis, Britta não tem medo de ser chamada de ingênua: Quando você está fazendo música você não tem que ser esperto. Você pode apenas sentir o que sente.

Britta Persson irá se apresentar em Recife, Fortaleza, São Paulo e Porto Alegre. Ela virá acompanhada por apenas um músico, o baterista Per Nordmark, e se mostra empolgada com sua primeira passagem pelo país. Eu nunca estive em uma cidade tão grande quanto São Paulo, brinca.

Confira abaixo a entrevista com a cantora e as datas e locais de suas apresentações no Brasil:

Como são os seus shows? Você toca acompanhada de outros músicos?
Eu tenho um baterista! O melhor baterista que a Suécia pode oferecer, seu nome é Per Nordmark. Nós já tentamos diversas formações incluindo outras pessoas, mas nós dois somos a melhor combinação que eu já experimentei até agora.

Você gosta de se apresentar ao vivo?
Na maioria das vezes. Eu amo tocar, realmente amo. E se tudo dá certo com o som e a plateia e não tem nenhum problema eu gosto muito de estar no palco. Mas se eu sinto que algo não está certo, eu tenho dificuldades de lidar com isso. Por outro lado, algumas vezes tudo dá errado e mesmo assim eu me divirto e o show acaba sendo bom. Eu gostaria de saber esconder melhor os meus sentimentos, seria bom para todo mundo.

Quais são as suas expectativas para a sua vinda ao Brasil?
Eu nunca estive em uma cidade tão grande quanto São Paulo. Há mais do que o dobro de pessoas vivendo aí do que em toda a Suécia! E há espécies animais que eu também nunca vi, mas eu duvido que vá ter tempo de ir para a Amazônia.

Qual é a sua maior influência?
Hm, talvez o Fleetwood Mac.

Na biografia em seu site oficial , você usa o adjetivo ingênuo para descrever suas músicas. Você vê a ingenuidade como uma coisa boa?
Sim, vejo. Quando você está fazendo música você não tem que ser esperto e fazer as escolhas certas. Você pode apenas sentir o que sente, não existem conseqüências.

Seu álbum mais recente, Kill Hollywood Me , é quase sempre muito alegre, mas se torna bastante sombrio e introspectivo em alguns momentos. Você teve como objetivo intercalar esses altos e baixos?
Não é que eu faça muito esforço para balancear alegria e tristeza, mas não sou a favor de uma alegria constante e sem motivo. E eu acho que músicas mais sombrias podem fazer as pessoas se sentirem melhor! Mas a verdade é que eu tenho me sentido cada vez melhor... O meu próximo álbum, no qual eu já estou trabalhando, será sombrio mas nem um pouco triste.

Das suas próprias músicas, qual é a sua favorita e por quê?
Eu gosto de You Are Not My Boyfriend do meu primeiro álbum porque é muito simples e cheia de energia.  Eu tive uma queda por um rapaz e essa música foi uma espécie de ponto de partida para eu não tentar mais convencê-lo a ser meu namorado. Essa foi a primeira vez que eu disse essas palavras para ele de uma maneira positiva.

Qual foi o ultimo show que você viu?
The Walkmen. Eles são realmente bons, especialmente o guitarrista.

Quais são os seus três discos favoritos hoje?
Before the Dawn Heals Us, do M83, Love Is Not Pop, da El Perro del Mar, e Neon Bible, do Arcade Fire.

Serviço:

Recife
Sexta-feira, 18/09
Festival Coquetel Molotov
Entrada gratuita

Fortaleza
Sábado, 19/09
Órbita Bar
Ingressos: R$ 15

São Paulo
Quinta-feira, 24/09
SESC Pompéia
Ingressos: R$ 30

Domingo, 27/09
Centro Cultural da Juventude
Entrada gratuita

Porto Alegre
Sábado, 26/09
Porão do Beco
Ingressos: R$ 25

    Leia tudo sobre: invasão sueca

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG