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Stereolab BR Chemical Chords

Diego Fernandes |

Por Diego Fernandes

Uma das bandas experimentais de maior longevidade e reputação das últimas décadas, o combo multinacional Stereolab sempre foi conhecido por dois motivos. O primeiro, sua sonoridade ímpar, um misto de rock e bossa nova com o lounge espacial de Esquivel, os experimentos de grupos germanos como Neu! e Can, chanson française a la Françoise Hardy, e a microfonia minimalista do Velvet Underground. O segundo, as belíssimas capas de seus discos, destilando com elegância toda a história de décadas de arte óptica. É uma pena, portanto, que Chemical Chords , seu melhor trabalho em alguns anos, tenha uma das poucas capas esquecíveis e esteticamente esquizofrênicas de sua discografia.

A banda liderada pelo inglês Tim Ganes e pela francesa Laetitia Sadier, aqui em seu décimo-primeiro álbum, embaralha velhos truques ¿ vocais em francês, teclados analógicos, arranjos de cordas celestiais, repetições melódicas, efeitos alienígenas ¿ com um acento soul pronunciado, especialmente notável pela adição de metais e instrumentos de sopros inspirados no melhor das gravadoras Motown e Stax. O resultado, adornado em sua maioria pelos trejeitos vocais de Sadier (que sugerem uma reencarnação bem-humorada de Nico), pode não chegar ao nível da obra-prima Emperor Tomato Ketchup , mas não faz feio perto de preciosidades como Cobra And Phases Group Play Voltage In The Milky Night e Dots And Loops . Destaque para a empolgante "Three Women", inspirada pelo homônimo e hipnótico filme de Robert Altman.

O Stereolab parece criar música direto de um universo paralelo, onde bandas garageiras desbancaram arranjadores orquestrais como fonte primária de trilhas sonoras para desenhos animados nos anos 50 e 60. Bandas como Clinic, Broadcast e Electrolane certamente tomaram nota e seguiram à risca seus ensinamentos.

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