Soul music de Sharon Jones é destaque do BMW Jazz Festival

Acompanhada da banda Dap-Kings, cantora se apresenta em São Paulo, Salvador e Rio de Janeiro

Augusto Gomes, iG São Paulo |

Getty Images
Sharon Jones
Não chame Sharon Jones de diva, e muito menos defina a música que ela faz de "soul retrô". A cantora americana, principal atração do BMW Jazz Festival, não gosta de nenhuma dessas duas definições. "Retrô? Eu tenho 55 anos. Não sou uma jovem tentando imitar um som antigo. O que eu faço é soul e pronto", diz. Quanto ao rótulo de diva, ela explica: "se para você diva significa ser uma grande cantora, eu aceito. Se for uma megera que fica reclamando da temperatura da água, não".

Apesar das mais de cinco décadas de vida, Jones só se tornou um nome conhecido em 2002, quando gravou seu primeiro álbum, "Dap Dippin'", ao lado da banda The Dap-Kings. Antes disso, ela havia passado mais de vinte anos cantando em casamentos e fazendo vocais de apoio ocasionais, além de ter trabalhado como carcereira. No final dos anos 1990, foi descoberta por Gabriel Roth, atualmente baixista dos Dap-Kings. De lá para cá, ela e a banda já gravaram quatro discos - o último, "I Learned the Hard Way", saiu ano passado.

Neste final de semana, ela canta em São Paulo. No sábado (11), a apresentação acontece no Auditório Ibirapuera, com ingressos esgotados. No domingo (12), o show será na parte externa do Auditório, com entrada gratuita. Na segunda-feira (13), Jones sobe ao palco do Teatro Castro Alves, em Salvador. A turnê chega ao fim na terça-feira (14), com uma performance no Teatro Oi Casa Grande, no Rio de Janeiro.

A cantora é só elogios ao Brasil. "Quando soube que viria para cá, as pessoas me falaram para não beber água da torneira e tomar cuidado com assaltos. Um exagero", ri. "Aqui há pessoas com a pele escura como a minha, então me sinto muito bem". A sintonia foi tão grande que ela está pensando até em gravar alguma música brasileira. Mas só num futuro próximo. "Ainda não me arrisco a cantar nada brasileiro nesses shows de agora. Quem sabe na próxima visita", explica.

Os Dap-Kings que acompanham a cantora são a mesma banda que tocou no disco "Back to Black", de Amy Winehouse. Jones fala sobre o assunto com seu característico bom humor. "Na época as pessoas me perguntavam o que eu iria fazer, já que tinha sido deixada sozinha na chuva por causa da Amy Winehouse. Eu respondia: 'eles vão voltar'", brinca. "Eles nunca me abandonaram. Fui eu quem os deixou ir".

Além de Sharon Jones, o BMW Jazz Festival terá outros nomes de peso. É o caso, por exemplo, do saxofonista Wayne Shorter. Membro do lendário segundo quinteto de Miles Davis nos anos 1960, ele volta ao Brasil depois da sua incendiária passagem pelo Tim Festival de 2005. Seus shows serão em São Paulo nesta sexta-feira (10) e no Rio de Janeiro na segunda-feira (13).

Veja abaixo a programação do BMW Jazz Festival:

Auditório Ibirapuera (São Paulo)

Sexta-feira (10) a partir das 21h
Billy Harper Quintet
Joshua Redman Trio
Wayne Shorter Quartet

Sábado (11) a partir das 21h
Zion Harmonizers
Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz
Sharon Jones & The Dap-Kings

Domingo (12) a partir das 21h
Tord Gustavsen Trio
Renaud Garcia-Fons
Marcus Miller

Área externa do Auditório Ibirapuera (São Paulo)

Domingo (12), a partir das 10h
10h – Funk Off Brass Band Parade
17h - Joshua Redman Trio
17h30 - Sharon Jones & The Dap-Kings
19h – Filme "Jazz on a Summer’s Day"

Teatro Oi Casa Grande (Rio de Janeiro)

Segunda-feira (13) a partir das 21h
Wayne Shorter Quartet
Joshua Redman Trio

Terça-feira (14) a partir das 21h
Marcus Miller
Sharon Jones & The Dap-Kings

Teatro Castro Alves (Salvador)

Segunda-feira (13) a partir das 21h
Sharon Jones & The Dap-Kings

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