Social Distortion tenta provar que punk não morreu

Banda norte-americana faz shows no Rio, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre

Redação com Agência Estado |

The Clash acabou em 1986. Ramones em 1996. Sex Pistols está em atividade, mas da banda só importa o que foi produzido em seu período áureo durante a década de 70. E desde a morte de Malcom McLaren, um dos criadores do Sex Pistols e New York Dolls, no dia 8 desde mês, a teoria de que o punk morreu está mais em alta do que nunca. Mas o punk não morreu. Pode até estar diluído, como afirmou recentemente o baixista Clemente, da banda paulista Inocentes. "Não existe um movimento que havia na década de 70. O foco tem de ser outro", diz.

Uma das evidências que provam que o punk ainda respira, por exemplo, são shows como o que a banda Social Distortion faz pelo Brasil, que começou nesta quinta-feira, em Porto Aelgre. "O punk ainda produz muita coisa boa e ajudou a abrir os olhos das pessoas para mudar o mundo. Hoje, temos mais o que dizer do que na década de 70", diz Mike Ness, vocalista e fundador da banda, que conversou com o Jornal da Tarde, de sua casa na Califórnia, nos Estados Unidos. Essas serão as primeiras apresentações da banda no Brasil, que, além da capital gaúcha, vai passar também por Rio, São Paulo e Curitiba.

A banda foi criada por Mike Ness, em 1979, quando ele tinha apenas 17 anos. Para se manter na ativa por 31 anos, Ness diz que foi preciso fazer as coisas do jeito dele. "Não podemos desistir. Seguimos em frente, mesmo com coisas boas e ruins." E essas coisas ruins quase arruinaram a banda, já que Ness passou parte da década de 80 entrando e saindo de clínicas de reabilitação contra drogas, além de acumular prisões, como mostra o documentário "Another State of Mind".

As letras, que no começo pregavam anarquia e rebeldia, se adaptaram aos novos tempos e agora são mais introspectivas. Sem lançar nada inédito desde 2004, Mike afirma que o material para o disco novo já está pronto. "Mas não iremos tocar nada inédito nesse show. Vamos apresentar o que as pessoas querem ouvir, as canções clássicas. Queremos ver o público se divertindo", diz. Do que acontece no estúdio, Mike não revela nada. Ele diz apenas que está tentando fazer "o melhor álbum da banda nesses 31 anos".

Serviço ¿ Social Distortion no Brasil

Sexta (16), Rio de Janeiro
Circo Voador, às 23h
De R$ 60 (doação de 1kg de alimento) a R$ 120

Sábado (17), São Paulo
Via Funchal, às 22h
De R$ 120 a R$ 200
Tel: (11) 2144-5444

Domingo (18), Curitiba
Curitiba Master Hall, à 19h
De R$ 125 a R$ 2016 (camarote fechado)

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