Snow Patrol fala sobre sucesso, turnês e novo CD

Gary Lightbody comenta estado atual na banda irlandesa baseada em Glasgow

New York Times |

Acordo Ortográfico

Está é uma pergunta que os antigos fãs da banda baseada em Glasgow estão se fazendo, enquanto a banda continua sua evolução rumo a um pop mais polido, pronto para tocar no rádio. Os seus primeiros álbuns não foram um marco comercial, mas introduziram o Snow Patrol na ousada cena indie, ao lado dos grupos escoceses Belle & Sebastian e Mogwai.

Mas que diferença faz uma década. Depois do sucesso estrondoso de alguns singles, como Run e Chasing Cars, o Snow Patrol cresceu e se tornou mais coeso, lapidado e confortável dentro de seu aparente estilo soft-rock.

Gary Lightbody, o vocalista da banda, até gosta de fazer piadas sobre a atuação da banda durante turnês em outros países. Agora subimos no palco ao som de canhões, voando com jetpacks nas costas e fazendo um strip-tease desajeitado ao mesmo tempo, disse ele.

Na semana passada, conversamos por email com Lightbody sobre o novo álbum da banda, A Hundred Million Suns , e sobre os benefícios secretos de amadurecer.

Você prefere turnês mais curtas?
As turnês curtas são perfeitas para a banda no momento atual, já que o Natal vem chegando e uma turnê muito longa seria muito mais atribulada do que em qualquer outra época do ano.

E quanto ao próximo ano? 
Vamos fazer a longa turnê pelos EUA no ano que vem e vamos nos divertir muito. É sempre assim. As turnês mais longas são muito divertidas quando os integrantes da banda estão em harmonia, como é o nosso caso atualmente. Mas, quando já tem alguma coisa que não vai bem entre eles é como um vaso trincado, que pode quebrar com muito mais facilidade.

O Snow Patrol é uma banda que conseguir fazer sucesso através de singles. Como eles são escolhidos?
Na verdade nunca penso em qual música dará um bom single até ela acontecer. No nosso ponto de vista, somos uma banda que produz álbuns e não queremos que nossas outras músicas pensem que estão sendo enganadas. Elas são muito sensíveis, sabe.

Você trabalhou com o produtor Jacknife Lee (U2, R.E.M. E Weezer) mais uma vez no novo álbum. O que você acha que ele traz para sua música?
Simplesmente nada. Ele estava sem trabalhar, como sempre, então o chamamos por pura pena. É claro que estou brincando! Ele é nosso Deus. Ele é o melhor produtor do momento e um amigo com quem contar. Trabalhar com ele é um prazer.

Com o passar dos anos, como os hábitos da banda mudaram durante as turnês?
Parei de beber quando estamos em turnê para proteger minha voz frágil. Essa atitude também tem o efeito colateral de eliminar as ressacas de minha rotina diária.

E como é essa rotina?
Rodar os Estados Unidos em turnê é muito mais difícil do que qualquer outro país, pois, além de ser a turnê mais longa o dia-a-dia também é o mais longo. Levantar cedo para dar entrevistas e realizar sessões acústicas, passar o som e geralmente conceder mais entrevistas antes do show. Não estou reclamando de forma alguma, mas com certeza seria um inferno fazer isso tudo de ressaca.

Em quais cidades americanas você mais gosta de tocar?
Chicago, porque é um lugar divertido; Seattle, por causa da história do rock (temos de tocar em muitos lugares onde o Nirvana fez os primeiros shows); Boston, porque é cheia de irlandeses e, se já estamos no meio da turnê, acabamos matando um pouco a saudade de casa; Nova Iorque, por tantas razões; Austin, Texas, porque é nosso lugar preferido nos EUA.

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