Slayer promove duas horas de agressão sonora em São Paulo

Mesmo enfrentando problemas no som, banda fez apresentação intensa e pesada no Via Funchal

Augusto Gomes, iG São Paulo |

Jorge Rosenberg, especial para o iG
Tom Araya, vocalista do Slayer
As décadas se passam, mas o Slayer continua o mesmo. No show que fez nesta quinta-feira em São Paulo, o grupo mostrou porque ainda é referência no que há de mais rápido e pesado em matéria de rock: quase duas horas da mais pura agressão sonora, que nem os problemas no som do Via Funchal conseguiram atrapalhar.

Veja imagens do Slayer no Via Funchal no Fotoshow .

O grupo abriu a noite com duas canções de seu mais recente álbum, "World Painted Blood", de 2009. Já no início deu para perceber que a apresentação seria memorável: a banda ainda não havia tocado nenhum de seus clássicos, mas o público já estava cantando junto. O vocalista Tom Araya, sorrindo, parecia surpreso com a recepção.

Jorge Rosenberg, especial para o iG
Slayer no Via Funchal
O clima esquentou na terceira música, "War Ensemble", faixa da obra-prima do Slayer, "Seasons in the Abyss", de 1990. Mas, na hora em que a plateia batia as cabeças com mais vontade, as caixas de som ficaram mudas. Quando Araya percebeu que não havia som, pediu para o público continuar cantando a música. Foi atendido, obviamente.

Depois desse involuntário momento acústico, o show foi interrompido até que o som fosse restabelecido. A plateia, enquanto isso, xingava a casa em coro. Cinco minutos depois, tudo foi resolvido e o Slayer voltou com força total.

Os clássicos foram se sucedendo: "Disciple" e tem refrão "god hates us all" gritado pelo público, a mais lenta (mas não por isso menos pesada) "Dead Skin Mask" (com Tom Araya recitando a letra antes de iniciar a música), a velocidade de "The Antichrist".

Os dois pontos altos foram sabiamente guardados para a segunda metade da apresentação. O primeiro foi "Mandatory Suicide", música em que o grande baterista Dave Lombardo deu um show à parte. "Seasons in the Abyss", com seu início lento que dá torna ainda mais potentes o peso e a velocidade que vêm depois, foi o segundo.

Após 19 músicas, a banda parou o ataque sonoro. Mas nem chegou a deixar o palco para voltar para o bis. Tocou então quatro de seus maiores sucessos: "South of Heaven", "Raining Blood", "Black Magic" e "Angel of Death".

Veja abaixo o repertório do show do Slayer no Via Funchal:

01. "World Painted Blood"
02. "Hate Worldwide"
03. "War Ensemble"
04. "Postmortem"
05. "Temptation"
06. "Dittohead"
07. "Stain of Mind"
08. "Disciple"
09. "Bloodline"
10. "Dead Skin Mask"
11. "Hallowed Point"
12. "The Antichrist"
13. "Americon"
14. "Payback"
15. "Mandatory Suicide"
16. "Chemical Warfare"
17. "Ghosts of War"
18. "Seasons in the Abyss"
19. "Snuff"
20. "South of Heaven"
21. "Raining Blood"
22. "Black Magic"
23. "Angel of Death"

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