Simple Plan reúne pais e filhos em São Paulo

Banda canadense se apresentou nesta terça-feira no Credicard Hall

Carlos Augusto Gomes |

Poucos minutos antes de começar o show do Simple Plan em São Paulo, era possível observar dois públicos distintos no Credicard Hall. Na parte da frente, um grande número de adolescentes aglomerados, a maior parte do sexo feminino, gritando a plenos pulmões ao menor sinal de movimentação no palco. No fundo, em compensação, o cenário era diferente: homens e mulheres mais velhos, alguns sentados no chão, outros encostados nas paredes.

Eram os pais das adolescentes que se espremiam a alguns metros dali, na tentativa de se aproximar do palco. Trouxe minha filha e uma amiga, explicou Lilian Cordara, mãe de Juliana, de 13 anos. Sentada num dos extremos mais distantes do palco, com um livro no colo, Lilian justificou: titia não aguenta muvuca. Ao seu lado, Beatriz Cordioli, mãe de Luíza, de 12 anos, concordou aos risos.

Se Lilian levava sua filha pela primeira vez a um show, Beatriz já tinha bastante experiência no ramo. Já fui a shows de Sandy & Júnior e Felipe Dylon, recordou. A última apresentação em que acompanhou a filha foi a do NX Zero no Via Funchal. Escuto Simple Plan o dia inteiro por causa da minha filha. Tem que gostar, né?, contou, resignada. Lilian também é uma ouvinte involuntária da banda. Minha filha toca no violão, explicou.

As duas mães acompanharam o quinto dos sete shows que o Simple Plan faz no Brasil este mês. Antes de se apresentar em São Paulo, o quinteto canadense já havia passado por Porto Alegre, Curitiba, Recife e Goiânia. No show desta terça-feira, o grupo conseguiu reunir um bom público, mas ficou bem longe de lotar o Credicard Hall. Mas, quando as luzes se apagaram e começou a canção My Generation, a plateia fez um barulho digno de casa cheia.

E foi assim até o final da noite. Shut Up, When I'm Gone, Welcome to my Life, I'll do Anything e, para fechar, Perfect - todas foram saudadas com gritos que beiraram a histeria. Houve momentos em que até o pais entraram na onda. Em Shut Up, por exemplo, foi possível ver algumas mães pulando animadamente, com as filhas ou até mesmo sozinhas. Prova que o pop do Simple Plan pode ser digerido por vários públicos.

Carlos Augusto Gomes
As amigas Amanda, Mariana e Catherine

Minha mãe adora Simple Plan. É mais fanática do que eu, resumiu a estudante Catherine Carolla, de 15 anos. Ao lado dela, Amanda Bianchi estava ansiosa para o show começar. Sou fã da banda desde os oito anos, afirmava a garota de 16 anos. Ela já havia visto o grupo ao vivo no ano passado, quando eles fizeram um show acústico em São Paulo. Foram os melhores 40 minutos da minha vida, disse.

A julgar por sua reação assim que o show desta terça começou, eles já foram suplantados. O Simple Plan encerra sua turnê pelo Brasil com shows nesta quarta (25), no Rio de Janeiro, e quinta (26), em Belo Horizonte. São as últimas performances da atual turnê do quinteto, que começou no ano passado. Em entrevista recente ao iG Música, o baterista Chuck Comeau explicou porque a banda decidiu terminar pelo Brasil: guardamos o melhor para o final.

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