Show do MGMT no Tim RJ alterna momentos dançantes e maçantes

Carlos Augusto Gomes |

Acordo Ortográfico

Quem imaginou que o MGMT seria somente uma banda de rock para dançar - mais para dançar do que rock - se surpreendeu com o show que o grupo fez nesta sexta-feira na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, dentro do Tim Festival. 

Na curta apresentação - apenas dez canções - que Andrew VanWyngarden (vocal e guitarra) e Ben Goldwasser (teclados e programações) fizeram, pouco menos da metade pode ser classificada como rock progressivo. É, progressivo.

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A primeira música, "47th Dimensional Transition", já foi uma amostra do que estava por vir: longa, arrastada e cheia de solos de guitarra. O público, é bom dizer, não gostou muito da surpresa. Tanto que só se empolgou de verdade quando a banda soltou seus hits.

Estamos falando, é claro, de "Kids" e "Time to Pretend", dois dos maiores sucessos das pistas de dança em 2008. "Electric Feel" também poderia ter entrado nessa lista de momentos empolgantes, se o som não estivesse muito baixo na primeira metade da canção.

Além dessas três, outros bons momentos foram "Weekend Wars" e "The Handshake". A segunda, ao vivo numa versão bem mais pesada que a do disco Oracular Spectacular , foi a única hora em que o lado roqueiro do MGMT funcionou de verdade.

É bem verdade que a banda sofreu na comparação com o National, que tocou logo antes no mesmo palco. A banda americana, que lançou no ano passado o elogiado álbum Boxer , fez um show que só pode ser definido como inesquecível.

E que nem os problemas no som conseguiram atrapalhar. Na metade da quinta música da noite, "Slow Show", um zumbido tomou conta das caixas e a voz de Matt Berninger desapareceu. Ao invés de parar de tocar, a banda pediu que o público cantasse. Foi atendida.

Difícil escolher o ponto alto do show. Além da emocionante "Slow Show", houve o crescendo da canção que abriu o show, "Start a War", e os impressionantes vocais de Berninger em "Apartment Story" e "Mr. November".

O cantor, por sinal, terminou a noite com uma bandeira do Brasil enrolada no pescoço. Antes disso, já havia feito piada com Kanye West (o rapper se apresentava no mesmo horário, em outro palco) e pulado no meio da platéia.

Pena que não houve bis. A banda queria, o público pediu, mas ele não veio para não atrasar a performance do MGMT. Os dois grupos tocam neste sábado em São Pauilo, no Parque Ibirapuera, a partir das 21h. A noite também terá os brasileiros do Cérebro Eletrônico.

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