Segundo dia de SP Noise tem bom público e som variado

Redação iG Música |

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Se a sexta-feira do SP Noise foi marcada pela falta de público e por uma certa unidade na sonoridade das bandas (muito peso foi a tônica), o sábado, segundo dia, foi bem diferente. Após a confirmação da banda americana Helmet, na quinta-feira, as vendas de ingressos foram impulsionadas e o Eazy ficou lotado. Além disso, a variedade de bandas foi bem maior ¿ teve desde indie despretensioso até o metal, passando por carimbó, lambada e axé.

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Os grandes destaques da noite, como era de se esperar, foram o Helmet e os escoceses do Vaselines, uma das bandas favoritas de Kurt Cobain. As duas bandas reuniram um bom público em frente ao palco 1, cada uma a sua maneira. Enquanto o Helmet promoveu rodas de pogo com seu metal rápido ¿ o que assustou os seguranças do local, não acostumados com este tipo de show -, o Vaselines comandou uma histeria indie contida, mas com muitas pessoas cantando suas músicas.

Apesar de terem sido as duas grandes atrações do festival, Vaselines e Helmet fizeram shows bem diferentes entre si, e conversaram com dois públicos distintos. Os americanos tiveram uma apresentação longa demais para seu metal para pessoas de 16, 17 anos, mas que empolgou mais pessoas que qualquer outro show. A demora acabou deixando impacientes e mal-humorados os fãs do Vaselines, que temiam que a banda tocasse pouco. Mas o show, correto, foi recheado de músicas em umas mistura de punk e folk simples e diretas, sem muita distorção. O bom humor da vocalista Frances McKee impressionou.

Antes deles, o Black Lips fez muito barulho com seu garage rock psicodélico no palco 2. Com performance cheia de movimentos no palco ¿ e com direito a cuspes para cima ¿ eles empolgaram levemente a platéia. Os chilenos do The Ganjas e os americanos do Calumet-Hecla passaram desapercebidos no palco 1. Já no palco 2, o Do Amor foi a banda que mais destoou do clima do festival, com sua ótima mistura de indie com carimbó, axé, lambada e outros ritmos regionais. O show dos cariocas, mesmo mais frio que em outras ocasiões, foi engrenando aos poucos e provou mais uma vez porque eles são uma das melhores bandas do Brasil na atualidade. Já a banda que abriu os trabalhos, a paulista Homiepie, impressionou negativamente por sua mistura de Belle & Sebastian e Pavement, fazendo um som quase-acústico e sem bateria.

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