Seal ao iG: ¿A minha relação com o Brasil está no sangue¿

Cantor britânico, bisneto de brasileiro, está em turnê pelo país e diz não se importar em ser lembrado por sucessos do passado

Luisa Girão, iG Rio de Janeiro |

Jorge Rosenberg/iG
Seal é bisneto de brasileiro
Três anos após a sua última passagem pelo país, o cantor e compositor britânico Seal volta ao Brasil para uma série de shows para divulgar o seu mais recente álbum, “Seal 6: Commited”, lançado em setembro do ano passado. Em entrevista por telefone ao iG , ele falou sobre o processo de composição de suas músicas. “Um álbum é como um capítulo da minha vida e minha carreira é um livro em aberto”, disse ele, nessa sexta-feira (18).

CONFIRA FOTOS DO SHOW DE SEAL EM SÃO PAULO

Pela quarta vez no Brasil, Seal se sente íntimo do país. O bisavô do cantor inglês era brasileiro. “A relação está no meu sangue. Os brasileiros são desinibidos e não têm vergonha de mostrar as suas emoções. Espero poder vir aqui um dia com a minha família para poder conhecer um pouco mais desse país lindo”, afirmou o compositor, casado com a modelo alemã Heidi Klum.

Com uma voz inconfundível e linguajar politicamente correto, próprio dos britânicos, Seal ainda contou que não tem problemas por sempre ser lembrado por sucessos lançados há mais de dez anos. “Quando se tem uma música em seu repertório que fez muito sucesso, como é o caso de ‘Crazy’ e ‘Kiss from a Rose’, o artista tem de se sentir muito sortudo”.

Depois de um show intimista em São Paulo, na última quinta-feira (17), Seal se apresenta neste sábado (19), no Rio de Janeiro, no Citibank Hall; no domingo (20), no Chevrolet Hall, em Belo Horizonte; dia 23 no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília; dia 24 no Credicard Hall, em São Paulo; e dia 27, no Chevrolet Hall, em Recife.

Jorge Rosenberg/iG
Seal cantou no Credicard Hall, em São Paulo, na última quinta-feira (17)
Confira abaixo os melhores trechos da entrevista de Seal ao iG:

iG: Essa é a sua quarta vez no Brasil. Qual é a sua relação com o país?

Seal: A minha relação com o Brasil está no meu sangue. Meu bisavô por parte de pai era brasileiro, mas não o conheci. Eu sinto que todos aqui são muito calorosos e sempre digo que os brasileiros têm a musicalidade na língua e na linguagem corporal. Além disso, eles são desinibidos e não tem vergonha de mostrar as suas emoções. São reais. Toda vez que venho aqui, estou a trabalho. Espero poder vir aqui um dia, com a minha família, para poder conhecer um pouco mais desse país lindo.

iG: Você conhece a música brasileira?

Seal: Claro! Eu amo a música popular brasileira como um todo. Eu gosto bastante do funk e do samba. São ritmos sexys e envolventes.

iG: Muitos artistas, depois de um tempo, querem se dissociar dos seus grandes sucessos. Você, pelo contrário, nunca deixou de lado músicas como Crazy e Kiss from the rose. Como é a sua relação com essas músicas?

Seal: Eu acho que quando se tem uma música em seu repertório que fez muito sucesso, como foi o caso de “Crazy” e “Kiss from the rose”, o artista tem que se sentir muito sortudo. É muita sorte, mesmo. Para mim, quando eu canto uma dessas músicas, eu me conecto as pessoas. E esse é meu objetivo como músico. Quando o público vai ao show elas querem sentir, lembrar, tocar e se sentirem conectados. Por isso eu amo cantar essas musicas há tanto tempo.

iG: Te incomoda ser sempre lembrado por essas músicas que já foram feitas há mais de 10 anos?

Seal: Claro que não. Só posso dizer que é uma honra por ser lembrado por elas.

iG: São mais de 20 anos de carreira. Qual é o segredo para se manter na indústria musical?

Seal: Acho que é porque eu sempre fui o que realmente sou. As pessoas podem sentir a minha alma ao escutar as minhas canções. Eu não faço música apenas para ganhar dinheiro ou ser famoso. A música está no meu sangue, na minha alma.

iG:  Várias músicas desse seu novo trabalho falam de amor e da família. Como a vida pessoal influencia nas suas composições?

Seal: Muitas pessoas têm um diário e escrevem sobre o que pensam e sentem. A minha música é mais ou menos isso. São todas as minhas experiências, o que acontece comigo e o que vejo acontecendo com o mundo e com as pessoas ao meu redor. É a minha visão. Um álbum é como um capítulo da minha vida e minha carreira é um livro em aberto. As músicas são minhas histórias, com um pouco de imaginação.

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