Roxette faz show irregular em São Paulo

Banda de apoio estraga hits, mas baladas compensam e animam plateia lotada

Tiago Agostini, especial para o iG |

Jorge Rosenberg/iG
Marie Fredriksson e Per Gessle, do Roxette
Assistir a um show do Roxette em 2011 é presenciar uma grande história de superação pessoal. Explique-se: em 2002 a vocalista Marie Fredriksson descobriu um tumor no cérebro e passou três anos lutando contra o câncer, num processo que deixou algumas sequelas. Marie já não alcança os agudos de antes e desafina em alguns momentos. Mesmo assim, é bonito e motivante ver alguém que passou por uma situação tão delicada em cima de um palco, ao lado do parceiro Per Gessle, comandando uma plateia absolutamente lotada e histérica.

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O show do Roxette também é prova de como um punhado de boas melodias serve para conquistar fãs. A fórmula da banda é simples: pop-rock soft com riffs fáceis e refrões ganchudos - não à toa o nome de uma da coletâneas da banda é "Don't Bother Us - Get To The Chorus" ("Não Nos Incomode, Vá Direto ao Refrão", em tradução livre). E, claro, as baladas açucaradas certeiras.

Jorge Rosenberg/iG
Marie: superação pessoal
Marie e Per Gessle entram no palco com "Dressed For Success" e "Sleeping In My Car" que, por mais que soem um pouquinho estranhas, ainda animam. Mas então surge "The Big L", uma de suas melhores músicas, e tudo parece errado com a banda de apoio: o baterista não tem suingue e toca os ritmos quadrados, o teclado tem timbre de churrascaria, o baixista mais pula do que toca e o guitarrista briga com as cordas para fazer solos fáceis. Resultado: a música, executada de forma desleixada, é irreconhecível, assim como "How Do You Do!", "Joyride", "Dangerous" e outros hits que viriam depois.

E, mesmo assim, é só olhar ao redor e perceber que o público é só sorrisos e gritos - mesmo que na área vip o som esteja pior do que no fundo do Credicard Hall. É a clara vitória da memória afetiva sobre a perfeição técnica. E, claro, aí entram as baladas. "It Must Have Been Love" e "Spending My Time" começam, cada uma, com partes semi-acústicas, com a plateia levando o refrão sozinha, sem nenhum erro. São, de longe, o melhor momento do show.

O Roxette faz ainda shows no Rio neste sábado (16), em Belo Horizonte (17) e volta na terça (19) para mais uma apresentação em São Paulo com ingressos esgotados. Seria ótimo se, milagrosamente, trocassem a banda de apoio por músicos mais competentes. Marie Fredriksson, após sua bonita história de superação, merecia shows redentores um pouco melhores.

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