Roberta Sá volta menos comportada e mais livre em novo disco, "Segunda Pele"

"Nos meus discos anteriores, eu tinha mais preconceitos", afirma a cantora ao iG; leia entrevista

Augusto Gomes, iG São Paulo |

Divulgação
A cantora Roberta Sá
Menos comportada e mais livre. É assim que a cantora Roberta Sá se sente, e o resultado está em seu novo disco, o recém-lançado "Segunda Pele". É o quinto trabalho da artista, que foi revelada em 2005 com o álbum "Braseiro" e alcançou a fama em 2007 com "Que Belo Estranho Dia Para Se Ter Alegria".

Siga o iG Cultura no Twitter

"Nos meus discos anteriores, eu tinha mais preconceitos. Travas mesmo. Elas foram muito importantes para mim naqueles trabalhos, mas senti que era hora de me livrar delas", conta a artista em entrevista ao iG . "Agora me sinto mais livre. É uma inconsequência muito boa."

Essa inconsequência, segundo ela, é fruto de amadurecimento. Para a maioria das pessoas, amadurecer é o oposto de ser inconsequente. Para Roberta, que já disse que antes era "muito senhora" e agora é "jovem", não. "Eu era comportada demais", resume.

O resultado dessa mudança já pode ser visto na capa de "Segunda Pele". Roberta aparece com o riso solto, ao mesmo tempo em que revela uma figura mais forte e sensual do que aquela que o público havia se acostumado. Sua música também mudou.

"Esse disco foi feito para ser mais pop mesmo", reconhece a cantora, ao avaliar seu novo álbum. Enquanto seus trabalhos anteriores tinham o samba como ingrediente fundamental, este "Segunda Pele" tem um "flerte maior" (palavras da própria Roberta) com outros gêneros.

Veja também: Nova música de Roberta Sá, "Pavilhão de Espelhos", está na rede; ouça aqui

"Meu último foi focado no universo do Roque Ferreira", explica - ela refere-se a "Quando o Canto É Reza", só com sambas do compositor baiano. "Para exercitar minha criatividade, eu precisava mudar completamente de cenário. Foi uma necessidade artística e até física."

Divulgação
Capa do álbum "Segunda Pele", de Roberta Sá
Roberta conta que não criou "nenhum tipo de limitação" ao preparar o disco. "Minha única certeza era a vontade de ter arranjos grandiosos, com sopros e cordas", afirma. "Era algo que eu nunca tinha feito antes, até por questões financeiras."

Entre os destaques do álbum, está a primeira faixa, "Lua". "É uma música muito forte. Ela abriu o disco porque não teria como colocá-la em outro lugar", explica Roberta. "O Mario Adnet fez um arranjo muito sofisticado, uma coisa meio Moacir Santos."

Outro ponto alto é a última música, "No Arrebol", composição do sambista Wilson Moreira que no disco ganhou um toque de reggae. "Pois é, o disco começa na lua e termina no arrebol, como se fosse uma jornada", diz a cantora - "arrebol" é aquela cor avermelhada que as nuvens ganham no pôr-do-sol.

Roberta levará seu novo disco aos palcos a partir de março, quando estreia uma turnê que passará por pelo menos dez cidades. Mas, antes disso, fará um aquecimento no carnaval de Recife. "Não era a hora, porque estou prestes a estrear um novo show. Mas, quando recebi o convite para cantar lá, não resisti. É o melhor carnaval do Brasil", diz.

    Leia tudo sobre: roberta sámúsica

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG