Rita Lee critica Prefeitura de São Paulo na Virada Cultural

Cantora revisitou carreira solo em show lotado na Praça Júlio Prestes

Tiago Agostini, especial para o iG |

Rita Lee abriu a Virada Cultural, às 18h07 no palco da Praça Júlio Prestes, com a língua afiada. A cantora paulistana de 65 anos, um dos maiores símbolos e traduções musicais da cidade, começou dizendo que "o Rock In Rio, perto da Virada, é um cemitério musical".

Lá pela metade, voltou sua metralhadora oral para o governo municipal, falando dos alagamentos, da falta de segurança e da degradação do centro da cidade. "Quero que todos os políticos, uns safados, se f...", disparou. A Virada Cultural é organizada pela prefeitura de São Paulo, que neste ano gastou R$ 8 milhões com o evento.

Musicalmente o show foi irregular. O discurso anti-políticos, por exemplo, veio no meio de uma versão arrastada de "Ovelha Negra", que só foi engrenar na parte final, com o solo característico.

A cantora abriu o show com "Agora Só Falta Você", outro clássico dos tempos do Tutti Frutti. O repertório passeou por diversas fases da carreira solo da cantora, com "Bwana", "Doce Vampiro", "Lança Perfume", "Ti Ti Ti" (tema de abertura da novela de mesmo nome que acabou recentemente), entre outras. Após cerca de uma hora, a cantora encerrou o show com "Flagra"

Se apresentando como a "irmã gêmea do Ozzy Osbourne", Rita imitou o cantor inglês que recentemente passou pelo Brasil. Vestida com uma calça jeans e uma camiseta vermelha com uma estampa preta de uma caveira, a cantora mostrou disposição no palco e dançou à Mick Jagger, para uma Praça Júlio Prestes lotada.

A presepada ficou por uma aparição de um cover de Michael Jackson, que dublou uma versão constrangedora de "Bad".

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