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Renato Russo BR O Trovador Solitário

Diego Fernandes |

Por Diego Fernandes

O Trovador Solitário oferece uma oportunidade única de espionar o processo criativo de um dos nomes mais expressivos (além de um dos maiores sucessos de vendagem) da história da indústria fonográfica brasileira. Renato Russo, considerado por muitos colegas de geração o maior letrista e compositor do rock nacional de todos os tempos, ressurge mais uma vez, desta feita por meio de registros resgatados pelo pesquisador musical Marcelo Fróes. Uma oportunidade única, ou, dependendo do seu ponto de vista, mais um caso indefensável de necrofilia musical.

Trata-se de versões voz-e-violão de músicas compostas por Renato que seriam gravadas e imortalizadas pela Legião Urbana. Gravadas originalmente em cassete, algumas cópias foram distribuídas a amigos na época. São canções hoje intimamente associadas ao pop nacional, como "Que País é Este", "Eduardo e Mônica", "Geração Coca-Cola" e mais. A audição, porém, é dolorosa: "Faroeste Caboclo", descontada a qualidade de áudio atroz (uma constante no disco), é praticamente idêntica à sua versão mais famosa, mas o som da gravação lhe confere um tom frágil e irritante. "Eduardo e Mônica" é uma das únicas a apresentar diferenças significativas (na letra) em relação à versão final, o que leva à inevitável questão: o que motivou o lançamento de material tão gritantemente desnecessário?

Vão-se os tempos em que discos (mesmo os da Legião Urbana) vendiam na casa das centenas de milhares de cópias, e os registros aqui contidos tornaram-se famosos justamente por ser partilhados internet afora pelos fãs da banda em versão pirateada. Mas O Trovador Solitário não é uma oportunidade inteiramente perdida. Não se a idéia por trás do disco for fazer o cantor parecer mais morto do que realmente está.

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