Raveonettes anima noite paulista com distorções e ruídos

Apresentação da dupla de rock dinamarquesa agrada ao público com versões rápidas e sujas de suas canções

Guss de Lucca, iG São Paulo |

Conhecida por mesclar a simplicidade das canções das décadas de 1950/60 com a intensidade de guitarras elétricas distorcidas, a dupla dinamarquesa Raveonettes não decepcionou os fãs que compareceram ao segundo show da banda no Brasil, realizado no Sesc Pompéia, em São Paulo - a primeira apresentação aconteceu em 2005, em Curitiba.

Se nos álbuns o grupo formado por Sune Rose Wagner e Sharin Foo soa ligeiramente pesado, ao vivo suas canções são tonificadas por distorções sujas e batidas mais rápidas e altas - no caso, não tão altas, pois o som do Sesc não permitia que a banda tocasse na altura desejada pelos fãs. "Infelizmente não podemos tocar tão alto quanto gostaríamos, mas estamos fazendo o possível", disse o vocalista logo no começo da apresentação.

Se no início o show não chegou a empolgar os presentes, bastou a chegada de alguns hits para animar de vez a plateia, caso das músicas "Dead Sound", "Love in a Trashcan" e "Little Animal" - sendo esta última cantada em formato solo por Sune Rose Wagner, enquanto os demais integrantes do grupo consertavam o instrumento do baixista Jens Hein, avariado na canção anterior.

No palco a banda provou que pode fazer muito utilizando poucos acordes e uma bateria minimalista, que contava com apenas quatro peças e era tocada em pé pelo baterista Adrian Aurelius - e em alguns momentos pela guitarrista e vocalista Sharin Foo.

Para o final a dupla reservou as animadas "Twilight", "Last Dance" e, no Bis, o hit "That Great Love Sound", canção chefe do primeiro álbum do Raveonettes, "Chain Gang of Love", de 2003. Apesar de rápida, a apresentação não deixou a desejar - talvez apenas pela falta da simpática cover de "My Boyfriend's Back".

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