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Radiohead BR The Best of

Katia Abreu |

Por Katia Abreu

Conceitualmente, este Best of do Radiohead faz pouco ¿ ou nenhum ¿ sentido. Primeiro porque a banda não só não participou do processo como desaprovou a atitude de sua ex-gravadora. Depois pela dificuldade em se falar em hits deste grupo, apesar de ser uma das mais influentes bandas de sua geração e, possivelmente, a última (única?) grande inovação da música pop no final do século XX. A EMI foi lá e fez a coisa do jeito mais simplório possível: juntou num cd todos os singles da banda; e acrescentou no disco extra algo como sub-hits, canções que não foram singles, mas alcançaram certo sucesso. O resultado é uma compilação que pode servir de introdução a quem não conhece o Radiohead a não ser por Creep, única música que pertence de fato à categoria de sucesso planetário.

A seleção contempla toda a discografia da banda antes do rompimento com a major (o que exclui o último álbum, In Rainbows ). Da fase quase-grunge da estréia, Pablo Honey , temos Creep, You e Anyone Can Play Guitar. Do melódico The Bends , que enfileira um potencial hit atrás do outro, vêm Just, High and Dry, My Iron Lung, Fake Plastic Trees, Street Spirit (Fade Out), The Bends e Planet Telex. Aqui, poderiam ter deixado de fora as duas últimas, e colocado Bullet Proof... I Wish I Was ou (Nice Dreams), mais representativas da transição artística que se veria no disco seguinte, o revolucionário Ok Computer . Difícil destacar as canções deste conceito-álbum e obra prima da banda, mas as escolhas de single aqui foram acertadas, com faixas que talvez sejam as que melhor sintetizam o espírito desbravador de Thom Yorke e seus companheiros sem espantar o ouvinte: Paranoid Android, Karma Police, No Surprises, Lucky, Air Bag, Let Down, Exit Music (For a Film).

Os pouco compreendidos discos irmãos Kid A e Amnesiac , que não tiveram nenhum single, aparecem de leve. No disco principal, a assustadora Pyramid Song e as ótimas Idioteque e Everything In Its Right Place, e no bônus mais um par de cada álbum: The National Anthem, How to Desappear Completely e I Might Be Wrong, Knifes Out. Apesar de serem opções um tanto homogêneas, contemplam bem a fase mais esquisita e assustadora da banda. E de Hail To The Thief , derradeira parceria entre Radiohead e EMI, vêm duas de suas melhores faixas, There There e 2+2=5, acrescidas de Go To Sleep no bônus. Faltou mais do lado idm (intelligent dance music), tão forte no disco, que poderia ter sido registrado com Backdrift.

Para os fãs, nada de novo. Nenhum agrado. A balada True Love Waits, que muitos esperavam ver finalmente em versão de estúdio, é aquela mesma do disco ao vivo I Might Be Wrong. E o único b-side incluído é Talk Show Host, que fez parte da trilha sonora do Romeu e Julieta de Baz Luhrmann.

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